O que significa Pulse? E Fastback? Mobi? Titano? A Fiat explica
Escolher o nome pra um carro é missão importante, que pode fazer toda a diferença na hora dele ser citado e lembrado pelo público, ou até nas próprias vendas. Exemplos malsucedidos não faltam: quem não lembra das vans chinesas que se chamavam “Chana”? E dos complicados nomes de SUVs adotados pela coreana Ssangyong? Fora as piadinhas com a linha “Picasso” da Citroën ou com a “Besta” da Kia…
E, quase sempre, para ser bom, o nome precisa ter um significado e, de preferência, ter alguma coisa a ver com o carro em questão. A Fiat é uma das que menos tem esse tipo de problema, das piadinhas e por aí vai, com seus nomes, isso porque costuma geralmente usar termos históricos, em inglês ou italiano, lá da terra de sua origem, para nomear sua linha por aqui. Não inventam muita moda. Quer ver?
“Fiat” já remete a abreviação histórica, em italiano, para Fabbrica Italiana di Automobili Torino (Fábrica Italiana de Automóveis Turim, remetendo a região de origem da marca). A sigla, com fonética das boas, já é usada desde o final dos anos 1800.
“Argo”, o hatch compacto da marca, já tem seu nome originado no sentido mitológico: o termo Argo batizava uma nau (embarcação) construída pelo semideus Argos, orientado pela deusa Atenas. Quem viajava nesse navio de grande porte? Os “Argonautas”.
“Cronos” também é mitológico, até porque é um sedan compacto que deriva do Argo: Cronos era o Deus do tempo na mitologia grega, filho de Urano que governava todos os destinos.
“Fastback”, que é usado para batizar o controverso SUV coupé da fabricante italiana, já não tem seu nome vindo dos seres mitológicos: Fastback é um termo usado para batizar carros com desenho volumoso, esportivo, que transmita a sensação de velocidade. Também pode ser associado aos SUVs coupés, ou então aos lendários esportivos norte-americanos com motores V8 (Chevrolet Camaro, Ford Mustang, Dodge Charger etc.). Esse também era o nome de um conceito da Fiat, um SUV coupé partindo da Toro, lá em meados de 2018.
“Mobi” é um dos nomes mais claros: não tem nada histórico nem estrangeiro, mas é uma abreviação de “mobilidade”. O hatch subcompacto, produto mais barato da Fiat no Brasil, aposta na praticidade e facilidade de guiar, ajudando bastante na mobilidade urbana.
“Pulse”, que batiza o crossover que se identifica como SUV compacto, tem origem na palavra homônima em inglês, que se traduz para “pulso”. Ela remete a pulsação cardíaca ou sanguínea de qualquer ser humano, e foi escolhida pelo público brasileiro em votação feita em meados de 2021. O nome Pulse, na época, competia com Tuo e Domo, mas ganhou com mais de 380 mil votos.
“Strada” é outro nome fácil de ser interpretado: significa “estrada” em italiano, remetendo aos caminhos que a picape pequena da Fiat, lançada em 1998, pode percorrer por aí.
“Titano”: a caminhonete turbodiesel de esquema chassi sob carroceria ainda nem foi lançada (leia mais sobre ela aqui), mas já teve a origem de seu batismo revelada. Também oriundo da mitologia grega, Titano é uma entidade que enfrenta Zeus e outros poderosos deuses do Olimpo. Fora que, traduzido do italiano, Titano também significa “titã” (seres com aspectos físico ou moral extraordinários), além de batizar um famoso monte europeu localizado na região de San Marino.
“Toro”, o nome da picape monobloco da Fiat lançada em 2016, é traduzido do italiano. Como sugere, significa “touro” por lá, um animal forte, robusto e, geralmente, com beleza chamativa.