Hyundai Creta 1.6 ou 2.0? Escolha entre menor preço ou melhor desempenho

O Creta que você vê nas fotos é o topo de linha da gama, batizado de Prestige. É o melhor que você pode comprar se optar pela aquisição de um Creta. É equipado, de série, com um motor 2.0 de duplo comando e quatro válvulas por cilindro que produz saudáveis 166cv e um torque máximo de 20,5 mkgf, que atinge esse valor máximo a altos 4.700rpm. O câmbio é um automático de 6 marchas. Mas, sabem mesmo o que eu gostei nesse carro? É a docilidade como esse bom motor opera nas baixas rotações. Quando você lê que o motor produz sua máxima força a 4.700rpm, tem-se a impressão de um motor agudo, que é péssimo nas baixas rotações. Na prática, isso não acontece: O motor é suave, silencioso, com boas respostas ao comando do acelerador e, o que é melhor, bem econômico quando utilizado moderadamente (Com gasolina, consegui fazer médias de 14,5 km/l na estrada e 8,5 km/l na cidade). Um motor eclético que me surpreendeu.

E essa versão Prestige, mesmo custando cerca de salgados R$106 mil, é um carro bem bacana: Bancos forrados em couro marrom, sistema multimídia bastante completo, banco do motorista com ventilação, saídas de ar traseiras, ar-condicionado digital, seis airbags, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas, chave presencial, partida por botão, controle automático de velocidade, rodas de liga-leve diamantadas de 17”, Start&Stop, entre outros. Mas também não posso me furtar a algumas críticas: Plástico duro onde eu esperava o mesmo acabamento em couro dos bancos, como no painel e nas portas; a baixíssima qualidade do sistema de som, bem inferior ao que eu esperava em um carro de mais de R$100 mil; além do freio de mão, que ao invés da tradicional alavanca, poderia ter acionamento elétrico por botão, presente em concorrentes da mesma faixa de preço, como HR-V e Renegade.

Outro ponto que me impressionou positivamente no Creta foi a boa capacidade do seu porta-malas: 431 litros. De uma maneira geral, os SUV Compactos ou Crossovers tem uma capacidade mais limitada do porta-malas, até pelo design de suas carrocerias e de suas limitações na distância entre-eixos. O Hyundai Creta Prestige roda de maneira bem suave e silenciosa, agradável para quem dirige em velocidades baixas ou médias. Um carro bacana para quem está disposto a gastar pouco mais de R$100 mil.

Você não tem toda essa grana mas quer um câmbio automático? A Hyundai disponibiliza outra versão com ele, mais acessível quando o assunto é preço. Batizada de Pulse Plus, essa versão intermediária é oferecida somente com câmbio automático de 6 marchas. A grande diferença dessa configuração para a topo de linha Prestige está principalmente na motorização: 1.6 com 128cv e torque máximo 16,5 mkgf. Claro que seu desempenho é mais contido que o 2.0, mas o 1.6 também consome menos combustível. Anda menos, gasta menos. O preço dessa versão é de R$91.890. Nessa configuração intermediária, esqueça os bancos de couro marrom, o ar-condicionado digital e a central multimídia completa, pois ela é mais simples que a Prestige.

Mas mesmo assim você ainda acha esse Creta intermediário caro? Então vamos lá: Há uma versão de entrada, chamada de Attitude, que é mais simples e só é oferecida com câmbio manual de 6 marchas. O motor é o mesmo 1.6 de 128cv da intermediária Pulse Plus. Mas, mesmo sendo bastante simples, o preço ainda compensa o pacote de equipamentos nela contida: R$77.890. Essa versão Attitude pode ser uma boa opção para quem não quer gastar muito com um Creta 0km mas, ao mesmo tempo, não quer abrir mão da praticidade de um SUV. Com uma diferença de praticamente R$30 mil entre a versão de entrada e a topo de linha, o Creta atinge desde o público que não quer gastar muito com um SUV e que dispensa luxos e requintes, até um consumidor exigente que quer um carro completo e está disposto a pagar mais caro por isso.

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