Conheça algumas das raridades do acervo de carros da VW no Brasil

A principal fábrica da Volkswagen no Brasil comemora 60 anos agora em 2019: inaugurada no dia 18 de novembro de 1959, a planta Anchieta fica no ABC Paulista, mais precisamente em São Bernardo do Campo, e é conhecida por ser a primeira fábrica da montadora fora da Alemanha. Com uma área total de 1,6 milhão de m², lá são cumpridas todas as etapas quando o assunto é fabricação de automóveis: estamparia, armação da carroceria, pintura e montagem final, além de abrigar um centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos. De lá saíram clássicos como Fusca, Kombi, Brasília, Passat, SP1/SP2, Gol, Santana, entre outros, e hoje sua produção é focada na dupla Polo/Virtus, além da picape Saveiro.

Com um evento feito nas instalações da fábrica, a comemoração da sexta década da planta veio acompanhada da apresentação estática dos novos esportivos Polo e Virtus GTS, que chegam logo no início de 2020 com o conhecido motor 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 mkgf de torque, aliado a um câmbio automático convencional de 6 marchas. Com esse conjunto (que já equipa o Jetta, T-Cross e Tiguan), a dupla deve acelerar de 0 a 100 km/h na casa dos 8 segundos.

Além disso, uma das atrações principais do evento foi a exibição de 20 carros pertencentes ao acervo histórico de quase 100 modelos que participaram da trajetória da VW aqui no Brasil: raridades como TL, 1600 (conhecido popularmente como Zé do Caixão), SP1, Santana EX, Pointer GTI, unidades intactas de Gol, Saveiro, Kombi, Fusca, e até joias como os protótipos do hatch BY e do jipinho VEMP (que jamais foram apresentados ao público), além da primeira unidade do VW Polo MK4 (quarta geração) feita no país, faziam parte da exposição.

Segundo José Loureiro, cuidador e principal idealizador do museu, cerca de 96 carros já compõe o tal acervo, sendo que uma parte está sendo restaurada (ou reformada, dependendo do estado de conservação de cada unidade), e outra já está totalmente pronta. No evento de comemoração dos 60 anos da fábrica, todas as 20 unidades expostas estavam perfeitas, afinal a grande maioria é praticamente zero-quilômetro e nunca saiu de dentro da fábrica (o Santana EX, por exemplo, foi “resgatado” recentemente da área de engenharia e hoje possui pouco mais de 150 km originais).

Mas, além dos carros, a VW também conta com um arquivo de material impresso da divulgação de vários modelos na época de seu lançamento (catálogos, press-releases, fotos de divulgação, etc.), tudo isso disponível para quem quisesse olhar. A ideia de preservação do passado é importante em todas as áreas, seja na indústria automobilística ou qualquer outra, afinal, querendo ou não, o acervo preservado não faz parte da história apenas daquela indústria específica, mas sim do Brasil como um todo. E a Volkswagen, assim como a Fiat, que também preserva parte da sua trajetória no país com alguns carros emblemáticos (conheça mais sobre eles aqui e aqui), percebeu a importância de preservar seu passado, não permitindo que toda sua trajetória de seis décadas produzindo carros na planta Anchieta seja esquecida ou, pior, descartada.

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    Marcelino
    4 de fevereiro de 2020 - 07:50

    Verdadeira galeria de arte sobre rodas. A VW está de parabéns pela iniciativa.

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    Marcelino
    4 de fevereiro de 2020 - 07:50

    Verdadeira galeria de arte sobre rodas.

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