Sistema de arrefecimento: como funciona e sua manutenção

Todo motor de combustão interna gera uma quantidade bastante considerável de calor quando está em funcionamento. Afinal de contas, a queima do combustível dentro das câmaras de combustão geram temperaturas instantâneas de aproximadamente 1000 ºC. Além disso, os gases de escapamento, quando o motor está em regime de potência, podem chegar na casa dos 700 ou 800 ºC.

Por irradiação, esse calor dentro do habitáculo do motor aquece toda a máquina que, se não fosse o sistema de arrefecimento ou refrigeração, algumas peças mecânicas fundiriam, travando o motor. Claro, existem também os motores arrefecidos a ar, como o do Fusca e das motocicletas, mas esses motores são um outro projeto, e foram concebidos para que o ar retire o excesso de calor.

Mas a grande maioria dos motores convencionais são mesmo arrefecidos por um líquido especialmente feito para cumprir essa função. A base, normalmente, é água e um aditivo químico (Que pode ser etilenoglicol ou algum aditivo a base de polímeros).

Apenas a água já basta para retirar o excesso de calor das câmaras de combustão do cabeçote, no bloco e nos cilindros. O problema é que ela tem um ponto de ebulição um pouco abaixo dos 100 ºC e, se o motor for muito exigido, em vez de retirar o excesso de calor das partes vitais do propulsor, a água entra em ebulição, não cumprindo seu papel.

Além disso, a água sozinha enferruja, o que certamente causará problemas a longo prazo, principalmente aos motores que tem cabeçote ou bloco de ferro fundido. Por isso, o aditivo vem com duas funções principais: Elevar o ponto de ebulição do líquido de arrefecimento (O que evita o motor “ferver”) e prezar os componentes em ferro fundido da ferrugem por meio de elementos químicos.

A longo prazo, essa ferrugem acaba entupindo as passagens do radiador, fato que certamente se transformará em transtorno a medida que o radiador perde sua capacidade de retirar o calor excessivo do motor e dissipá-lo na atmosfera.

O sistema de arrefecimento deve, portanto, ter sempre a concentração correta do aditivo recomendado pelo fabricante do veículo. Essa é uma regra básica. Além disso, a frente do radiador deverá ser mantida limpa e livre de insetos ou qualquer coisa que obstrua a passagem do ar.

A correia que aciona a bomba de água, que faz o líquido de arrefecimento circular entre o motor e o radiador, deverá estar sempre em bom estado e não pode patinar (Brilho nas áreas internas da correia pode indicar que ela está patinando). Por isso, manter a correia com a tensão correta e sempre em bom estado é essencial para o bom funcionamento do sistema.

As mangueiras não devem ter aspecto de ressecadas e, com o motor frio, apertando-as, não devemos ter a sensação de quebradiço. Se a mangueira estiver ressecada, é a primeira indicação de que ela precisa ser trocada. Para manter o frescor do sistema de arrefecimento, peça a um mecânico especializado ou à rede de concessionários de sua marca que substitua o líquido de arrefecimento totalmente a cada dois ou três anos.

Esses cuidados básicos vão evitar problemas futuros que, certamente, farão seu carro te deixar na mão, ou o que é pior, podem levar o motor a fundir, exigindo uma retífica completa ou, se o caso for mais grave, até a compra de um propulsor novo.

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