Novo Mustang de sétima geração nada contra a corrente, e isso é ótimo!

Assistindo o declínio dos muscle cars mundo afora, já que a Dodge pretende “matar” o Charger em 2023 e a Chevrolet não garante o Camaro por mais muitos anos, a Ford investiu no lançamento de uma sétima geração do Mustang sem nada de eletrificação ou motorização híbrida. Ele, para a felicidade dos entusiastas e infelicidade dos mais ecológicos, continua oferecendo o V8tão Coyote de 5.0 litros com seu ronco inconfundível e força de poucos. É um carro que nada contra a corrente, o que é ótimo!

Foto: Ford/divulgação

O motivo para o bólido permanecer em linha vem dos grandes chefões mundiais da Ford, em especial o presidente executivo Bill Ford e o CEO Jim Farley. Ambos são fãs dos muscle cars e, em especial, do Mustang. Eles que lutaram para manter vivo o legado do esportivo, e foram os mandachuvas da criação dessa nova geração. Lembrando que a marca do Oval Azul vem investindo como poucas na eletrificação automotiva: já desembolsou mais de US$50 bilhões no desenvolvimento de infraestrutura e novos veículos elétricos para os próximos anos.

Foto: Ford/divulgação

As mudanças externas são boas, mas nada revolucionárias. Esse é o foco, afinal o design de um muscle car legítimo deve manter suas tradições. Frente e traseira se modernizaram, com direito a linhas com visual ainda mais nervoso e sisudo. Agora ele está mais próximo aos demais modelos Ford da atualidade, mas sem perder a personalidade. Seu cockpit, segundo a marca, é o mais tecnológico e integrado ao motorista desde a estreia do modelo em 1964, e está totalmente renovado.

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Ainda sem números exatos, a expectativa é que o Novo Mustang chegue perto dos 500 cv, mantendo a transmissão automática de 10 marchas e, claro, tração traseira. Sua apresentação se deu no último Salão de Detroit, que ocorreu há alguns dias nos EUA, e marca as quase seis décadas de história do esportivo da Ford. Como principal atração, uma nova versão apimentada, chamada de Dark Horse, terá potência e torque ainda maiores que o restante da linha.

Foto: Ford/divulgação

Na verdade, por baixo, ele ainda é o Mustang de sexta geração vendido atualmente. Essa é uma nova carroceria sob a mesma plataforma, o que justifica os aperfeiçoamentos de sistema de freios (Brembo, com discos de 390 mm na dianteira e 355 mm na traseira, inclusive com sistema próprio de resfriamento), diferencial traseiro (Torsen), suspensões independentes com sistema de adaptação (MagnaRide), direção eletricamente assistida (ajustável) e por aí vai. O freio de mão de alavanca permanece, permitindo algumas manobras. A tradição vence.

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Mas, claro, uma boa dose de modernidades cai bem. Principalmente se elas ajudam na condução ou diversão a bordo do carro. E, no caso do Mustang, diversão ao volante é o que não falta. Com uma enorme tela curva integrando o painel de instrumentos digital (12,4”) e central multimídia SYNC 4 (13,2”), ele agora conta com comandos de voz via Amazon Alexa, comandos de áudio e climatização integrados à multimídia, além do carregador de celular sem fio ou sistema de som Bang&Olufsen que amplifica o ronco do motor.

Foto: Ford/divulgação

Um belo pacote de assistentes inteligentes de condução ou comandos à distância via aplicativo FordPass, que já existiam, passaram por melhorias. O que chama a atenção é a nova função Remote Rev, que permite não só a partida do motor pelo controle remoto da chave presencial, bem como acelerar o V8 Coyote sem estar de verdade no carro. Excelente para impressionar quem estiver por perto…ou dar alguns sustos nos desavisados por aí.

Dark Horse: cereja do bolo

A versão ainda mais apimentada, chamada Dark Horse, dá continuidade à estrelas como o Mustang Bullit, que deixou de ser oferecida no início dos anos 2000. A proposta é ter um carro diferenciado que misture exatamente a diversão ao guiar com estilo e potência extras. É um intermediário entre os Mustang “comuns” e os consagrados Shelby, por isso demorou bastante tempo para ficar pronto e até precisou de uma equipe exclusiva para isso.

Foto: Ford/divulgação

O V8 ganha bielas novas e um corpo de borboleta duplo, que garante mais ar ao Coyote, enquanto o carro, como um todo, tem melhoras na plataforma, barra estabilizadora traseira maior e rodas aro 19 calçadas com pneus Pirelli PZero (mais largos na traseira). Um pacote opcional ainda pode trocar partes do carro por fibra de carbono, em prol da redução de peso, fora outras mudanças nas suspensões e adereços aerodinâmicos para deixar o Dark Horse ainda mais endiabrado.

Foto: Ford/divulgação

Mesmo já declarando tudo isso e mais um pouco sobre o carro, a Ford garantiu uma coisa: o Mustang de sétima geração não chega por enquanto. E, assim como hoje, ele terá uma carroceria tradicional no estilo fastback e outra conversível. A previsão é ter o novo carro disponível no mercado norte-americano só no segundo semestre de 2023, já como linha 2024. Depois das terras do Tio Sam, ainda vai para a Europa e Ásia. Sua chegada no Brasil? Ainda vai demorar, mas virá…

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Com 21 anos, está envolvido com o meio automotivo desde que se conhece por gente através do pai, Douglas Mendonça. Trabalha oficialmente com carros desde os 17 anos, tendo começado em 2019, mas bem antes disso já ajudava o pai com matérias e outros trabalhos envolvendo carros, veículos, motores, mecânica e por aí vai. No Carros&Garagem produz as avaliações, notícias, coberturas de lançamentos, novidades, segredos e outros, além de produzir fotos, manter a estética, cuidar da diagramação e ilustração de todo o conteúdo do site.