VW Gol: Como deverá ser o futuro do popular no Brasil? Ele passa de 2022?

Eis a pergunta que não quer calar: o Golzinho completará 42 anos de existência no mercado nacional? Posso afirmar com certeza, após apurar com fontes internas da Volkswagen, que sim, o Gol continuará a venda no Brasil após 2022. Em que pese a sua sofrível performance de vendas no mercado nacional hoje em dia, onde ele, muitas vezes, nem chega a figurar entre os 5 modelos mais vendidos do país, ele deve durar pelo menos mais dois anos. Ele deverá perder ainda mais versões e motorizações, se tornando um carro acessível e barato para empresas e frotistas.

As versões, que já são poucas, deverão ficar ainda mais reduzidas, e o foco do Golzinho deverá ser frotas e empresas (Foto: VW/divulgação)

O motor 1.6 8V EA-111 é quem deve partir em breve: ele deixará as linhas de produção no próximo ano, após mais de 20 anos de fabricação ininterrupta. Com isso, o Gol provavelmente passará a ser oferecido somente com o motor 1.0 de três cilindros, perdendo também o conjunto 1.6 16V e câmbio automático de 6 marchas. A VW já prepara o Polo Track, que será uma versão bem mais simples e barata do modelo, que ocupará o lugar deixado pelos Gol 1.6 8V e 1.6 16V automático.

A legislação que obrigará os controles eletrônicos de estabilidade e tração em carros fabricados a partir de janeiro de 2022, também não vai tirar o Gol do mercado. Como ele compartilha a mesma plataforma com a Saveiro, que já conta com esses itens na versão topo de linha Cross, o Golzinho herdará esses equipamentos da picape para a linha 2022, com apenas algumas recalibrações e ajustes. Assim, ele se adequa as leis vigentes, sem problema nenhum.

A obrigatoriedade dos controles eletrônicos de estabilidade e tração não deverão tirar o Gol de linha: a Saveiro, que é basicamente um Gol com caçamba, já traz esses itens como opcionais desde 2014 (Foto: VW/divulgação)

O Gol tem uma história rica e bonita de ser contada, e, acreditem, ela durará por, pelo menos, mais dois anos. Claro que, daqui em diante, serão só “enxugamentos” de linha, adequando o modelo com seu novo posicionamento de mercado, mas mesmo assim ele deve deixar saudades quando sair de linha!

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Jornalista na área automobilística há 45 anos, trabalhou na revista Quatro Rodas por 10 anos e na Revista Motor Show por 24 anos, de onde foi diretor de redação de 2007 até 2016. Formado em comunicação na Faculdade Cásper Líbero, estudou três anos de engenharia mecânica na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e no Instituto de Ensino de Engenharia Paulista (IEEP). Como piloto, venceu a Mil Milhas Brasileiras em 1983 e os Mil Quilômetros de Brasília em 2004, além de ter participado em competições de várias categorias do automobilismo brasileiro. Tem 64 anos, é casado e tem três filhos homens, de 17, 28 e 31 anos.