(#TBT) Fiat Argo: meia-década de sucessos, algumas perdas e novidades chegando

Fotos: Lucca Mendonça

O Argo é o coringa da Fiat. Veio, numa tacada só, substituir Palio, Punto e Bravo, e conseguiu cumprir sua meta sem muitos problemas. No lançamento, há cinco anos, lá no finalzinho de maio de 2017, ele chegou chegando com a missão de assumir o posto de hatch popular, premium e até, de certa forma, médio dentro da gama da marca italiana. Como completa agora cinco anos de estrada, está na hora de #TBT.

Cinco anos de Fiat Argo: hora de #tbt

Seu projeto se iniciou na primeira metade da década de 2010, e dentro da Fiat foi chamado de X6H. Com uma nova plataforma, a MP1, que trouxe um pouquinho do seu antecessor Punto, o Argo pôde acomodar uma mecânica moderna. Na estreia, tinha os motores 1.0 Firefly tricilíndrico de até 77 cv, 1.3 Firefly de até 109 cv, que o acompanham até hoje, além do aposentado 1.8 E.TorQ de 139 cv e sua fama de “beberrão”.

Em conjunto, trazia câmbio manual de cinco marchas (casado com os três motores), automatizado GSR (exclusivo do 1.3) e o Aisin AT6, automático de seis velocidades que só poderia vir nas versões 1.8. Bonito, moderno, espaçoso, robusto mecanicamente e apostando no bom conjunto da obra, ele foi caindo no gosto do público com o passar do tempo. Foi um crescimento progressivo, nada imediato.

Espaçoso e bonito, o Argo foi tomando fôlego com o tempo

Quem foi de grande valia nesse processo, sem dúvidas, foi o aumento da gama de versões. De início eram três, Drive, Precision e HGT (com visual esportivo), mas não demorou para estrear também uma básica, sem nome, que chegou já em 2018 custando menos de R$45 mil. Na época, era o mesmo preço de um Renault Kwid topo de linha. No ano seguinte veio a Trekking, pseudo-aventureira, que caiu no gosto daquele público sem dinheiro para um SUV compacto.

Nessa trajetória de meia-década, o primeiro a sair de cena foi o câmbio GSR, automatizado, que era um bom intermediário entre o manual e automático convencional. Tal tecnologia foi “deixada de lado” pela Fiat no Brasil, então também desapareceu da linha Argo logo no começo de 2020. Como só estava disponível na versão Drive GSR, as perdas não foram tão sentidas.

A primeira “baixa” foi do câmbio GSR, que tinha o funcionamento por botões, aposentado pela Fiat em toda a sua linha a partir de 2020

Mais para o final do mesmo ano, a versão Precision era outra que deixava de ser oferecida. Com isso, HGT e Trekking passavam a ser as únicas com o motor 1.8 E.TorQ, que nessa altura do campeonato já havia perdido a opção de câmbio manual. Esses Argo 1.8 manual, inclusive, são figurinhas raras nas ruas, em especial os Precision, que não tinham o mesmo apelo esportivo da HGT.

No final de 2020, a versão Precision saiu do catálogo. Com motor 1.8 restaram HGT e Trekking, sempre automáticas

No final de 2021, o conjunto do motor 1.8 e câmbio automático de seis marchas foi “vetado” pelas novas leis de emissão do Proconve, que também exigiram mudanças nos motores 1.0 e 1.3. O saldo disso é visto no Argo 2022, que está hoje nas concessionárias em versão 1.0, Drive 1.0 ou 1.3 e Trekking 1.3. Todas as outras configurações e opções mecânicas saíram do catálogo, bem como equipamentos interessantes como as rodas aro 17 ou airbags laterais, por exemplo. A enorme lista de acessórios Mopar também foi “enxugada”.

Multimídia grande e a alavanca do câmbio esportiva são acessórios que ainda existem, mas alguns itens de série oferecidos nas versões 1.8 saíram de cena

Igual há cinco anos, mas não por muito tempo

Não se mexe em time que está ganhando? Que nada. No próximo mês de julho, o Argo e seu sedan Cronos devem receber o primeiro tapa no design (finalmente). Lembrando que a única novidade visual em todo esse período foi uma grade frontal retocada na linha 2021 e olhe lá. Quem também vem em breve é o câmbio automático CVT, o mesmo de Pulse e Strada Ranch, casado exclusivamente com o motor 1.3, e, claro, algumas tecnologias e novidades nos itens de série.

Não, ele não vai completar seu sexto ano sem mudanças

Pode ter perdido motores, equipamentos ou versões, mas ganhou sucesso e se consolidou no mercado nacional: ele está há um bom tempo na lista dos cinco automóveis mais vendidos, e já ganhou, inclusive, a aprovação dos motoristas de transporte por aplicativo. Hoje o Argo já passa das 400 mil unidades produzidas, e 100 mil delas vieram menos de dois anos depois do lançamento. Nas ruas e estradas brasileiras já são mais de 320 mil deles rodando. Sucesso merecido.

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Tem 20 anos, cursa Publicidade e Propaganda, é filho do jornalista Douglas Mendonça, e desde que se conhece por gente, convive com carros e está envolvido no mundo automobilístico. Aprendeu a ler nas revistas automotivas, cresceu frequentando oficinas, corridas, encontros e eventos com o pai, e daí veio sua maior paixão: os carros. Lucca se tornou o braço direito do pai após sua perda de visão em 2012, ajudando na produção de matérias, reportagens, avaliações e textos. No Carros & Garagem, é responsável pela cobertura de eventos de lançamento de novos veículos, e produz avaliações, fotos e comparativos de modelos.