(Supercomparativo) Fiat Argo Trekking 1.8 e Hyundai HB20X 1.6 enfrentam JAC T40 Plus 1.6 e VW Nivus 1.0 TSI em uma briga de hatches aventureiros vs. crossovers

Quem não tem cão, caça com gato. Quem não tem dinheiro pra comprar um SUV, apela para os crossovers ou hatches aventureiros. Na maioria das vezes, ambos são derivados de carros que já existem (como por exemplo o VW Nivus vem do Polo, ou o Honda WR-V vem do Fit, por exemplo) e são bem mais baratos que os utilitários de verdade, sem perder as mordomias dos SUVs, como câmbio automático, bom espaço interno e vários itens de série.

Nesse comparativo, temos dois pseudo-aventureiros (Fiat Argo Trekking AT6 e Hyundai HB20X Diamond Plus) que peitam dois crossovers (JAC T40 Plus CVT e Volkswagen Nivus Comfortline). Basicamente, os quatro têm propostas e conteúdos parecidos, e acabam ficando na mesma faixa de preço: o Argo Trekking AT6 custa pouco menos de R$89 mil; o Hyundai está tabelado em R$91.300; o JAC sai por cerca de R$96 mil; e o Nivus Comfortline começa em R$97.500. Mas, de todos eles, qual é a melhor compra? Vamos descobrir!

Concepção mecânica, como andam e quanto gastam

 

Modelo

Tipo de motor Potência Torque Desempenho

T40 Plus CVT

1.6 16V aspirado – gasolina – bloco e cabeçote em alumínio – duplo comando de válvulas – variador de fase na admissão e escape

  138 cv

17,1 mkgf –

 

4.000 rpm

0 a 100 km/h:

11,1 segundos

Vel. Máxima:

190 km/h

Argo Trekking AT6

1.8 16V aspirado – flex – bloco em ferro fundido e cabeçote em alumínio – comando de válvulas simples (cabeçote) 135 cv

(G)

 

139 cv

(E)

18,8 mkgf (G)

 

19,2 mkgf

(E)

 

3.750 rpm

0 a 100 km/h:

10,4 seg. (E)

Vel. Máxima:

180 km/h (E)

HB20X Diamond Plus

1.6 16V aspirado – flex – bloco e cabeçote em alumínio – duplo comando de válvulas – variador de fase na admissão 123 cv

(G)

 

130 cv

(E)

16,0 mkgf

(G) – 4.500 rpm

 

16,5 mkgf

(E) –

5.000 rpm

0 a 100 km/h:

10,5 seg. (E)

Vel. Máxima:

191 km/h (E)

Nivus Comfortline TSI 1.0 12V turbo – flex – injeção direta – bloco e cabeçote em alumínio – duplo comando de válvulas – variador de fase na admissão e escapamento 116 cv

(G)

 

128 cv

(E)

20,4 mkgf

(G/E) –

2.000 até 3.500 rpm

0 a 100 km/h:

10,0 seg. (E)

Vel. Máxima:

189 km/h (E)

 

No geral, todos tem bastante coisa em comum quando falamos de motorização: apesar das concepções mecânicas distintas, todos oferecem números de potência, torque e desempenho próximos. A explicação pra isso está na balança: eles pesam mais ou menos a mesma coisa, então as relações peso X potência acabam sendo quase iguais. O VW Nivus se diferencia por ser o único superalimentado dessa turma, e ele também tem um conjunto motor/câmbio mais moderno e refinado quando comparado com os rivais.

O motor do Nivus é o único superalimentado dos quatro (foto: Lucca Mendonça)

Tanto o Fiat quanto o Hyundai e o VW são equipados com câmbio automático convencional de 6 velocidades. O “diferentão” é o T40 Plus e sua transmissão automática continuamente variável (CVT): fornecida pela Punch Powertrain, ela simula 6 marchas e não possui o clássico conversor de torque para as baixas rotações, como geralmente acontece nos CVT. Em comparação com as caixas automáticas convencionais dos concorrentes, a transmissão continuamente variável é mais suave nas trocas de “marchas” e tem um funcionamento mais silencioso, mas não é nenhum primor em desempenho.

O motor 1.0 turbo do Nivus leva muita vantagem no consumo de combustível. Nos testes, ele foi o mais econômico de todos, e ainda tem o bônus do tanque de combustível com maior capacidade (52 litros, ante 50 do HB20X, 48 do Argo Trekking e apenas 42 litros do T40 Plus). Falando em médias de consumo com gasolina, o VW alcançou a marca de impressionantes 13,1 km/l no percurso urbano e 20,2 km/l no percurso rodoviário, enquanto o HB20X registrou 11,8 km/l na cidade e bons 18,4 km/l na estrada, o T40 Plus fez 10,7 km/l na cidade e razoáveis 15,2 km/l na estrada, e, por último, o Argo Trekking registrou 9,8 km/l no trajeto urbano e 14,5 km/l no circuito rodoviário. Lembrando que todos esses números foram obtidos com gasolina.

Apesar de moderno e relativamente econômico, o 1.6 16V do T40 Plus é prejudicado pelo tanque de combustível pequeno (foto: Lucca Mendonça)

O Hyundai e o JAC são os únicos equipados com o sistema Start&Stop (no T40 Plus, ele raramente entra em funcionamento, mas está lá), o que acaba garantindo uma economia de combustível adicional no anda e para das cidades. Esse equipamento faz bastante falta no Fiat, afinal seu antigo motor 1.8 E.TorQ tem fama de beberrão (o que não é mentira), principalmente no percurso urbano. Com Start&Stop, ele provavelmente gastaria menos, melhorando os índices de consumo.

No restante, mecanicamente falando, eles são parelhos: suspensão dianteira tipo McPherson, traseira do tipo eixo de torção e sistema de direção com assistência elétrica. O Nivus e o T40 Plus levam vantagem por serem os únicos com freios a disco nas quatro rodas, item que deveria ser padrão em carros desse preço. Resumindo, nenhum deles tem um conjunto decepcionante ou inadequado para o carro, mas algumas melhorias pontuais seriam muito bem-vindas.

 

Dirigibilidade: qual é o mais adequado para o fora-de-estrada?

 

Modelo

Altura do solo Ângulo de entrada Ângulo de saída

T40 Plus CVT

18,0 cm 18,0º

23,0º

Argo Trekking AT6

21,0 cm 20,4º

33,2º

HB20X Diamond Plus

21,1 cm 19,3º

33,6º

Nivus Comfortline 16,6 cm 17,0º

19,3º

 

A bem da verdade é que nenhum deles é feito para o off-road, até porque não possuem tração integral ou coisa do tipo. Mas alguns podem se sair melhor do que outros, e é exatamente o que acontece nesse caso. Analisando altura do solo e ângulos de entrada/saída, a dupla que tem mais capacidade para o fora-de-estrada é o Argo Trekking e HB20X, e eles ainda são os únicos equipados com pneus de uso misto, os chamados todo-terreno (Michelin LTX Force no Hyundai e Pirelli Scorpion ATR no Fiat).

O Argo Trekking e o HB20X são os únicos equipados com pneus de uso misto (foto: Lucca Mendonça)

T40 Plus e Nivus, por serem maiores e mais “urbanos”, acabam não tendo tanta vocação para “aventuras de final de semana”, mas isso tem seu lado bom: os dois são mais confortáveis e macios ao rodar, além da carroceria mais baixa diminuir o centro de gravidade, o que melhora a estabilidade. Um pênalti não só do T40, mas de toda a linha de SUVs da JAC, é o curso muito pequeno das suspensões, o que causa aquelas constantes pancadas secas ao passar por lombadas e valetas em velocidades mais altas (no caso do carro avaliado, atravessar uma lombada acima dos 25 km/h já era certeza que as molas dariam o chamado “final de curso”). Um aperfeiçoamento do sistema faria uma enorme diferença na dinâmica do carro.

Ao volante, todos merecem elogios, mas quem oferece um conjunto mais bem acertado é o VW Nivus que, não por coincidência, tem a concepção de plataforma mais moderna. A posição de guiar dele é mais baixa, com o habitáculo envolvendo o motorista, o sistema de direção é bastante preciso e todos os comandos ficam a mão. Além disso, com o motor turbo despejando a maioria do torque antes dos 2.500 rpm, ele é bem esperto nas acelerações e retomadas de velocidade.

O Nivus é o que mais agrada na dirigibilidade, mas, no geral, todos se saem bem (foto: Lucca Mendonça)

O Hyundai não fica muito longe: ele também agrada bastante, e, mesmo com as molas mais altas, é bem estável até nas situações mais extremas, contornando curvas e desvios bruscos de trajetória sem muitas surpresas. A notícia boa é que seu motor 1.6 tem funcionamento extremamente silencioso e suave, assim como o câmbio automático, com relações curtas e trocas rápidas.

Argo e T40 Plus também são bons de guiar: o Fiat peca apenas por não ter regulagem de profundidade do volante e pela falta de potência em baixas rotações (culpa novamente do motor de projeto antigo, com torque pouco progressivo), o que faz o câmbio esticar e reduzir constantemente as marchas. O JAC, apesar da direção imprecisa e leve mesmo nas altas velocidades, o que transmite insegurança, tem a seu favor o sistema de freios a disco nas quatro rodas, bastante eficiente.

Além disso, a transmissão do tipo CVT do T40 Plus também pode ser um problema pra quem procura uma condução mais esportiva: ela é tradicionalmente lenta nas respostas ao comando do acelerador, o que acaba prejudicando a dirigibilidade. Nesse caso, pelo menos, existe um modo Sport com direito a “trocas” manuais na própria alavanca, o que deixa o carro mais ágil e esperto. Mas quem costuma dirigir sem pressa e exigindo pouco do motor provavelmente vai aprovar com méritos a tocada desse JAC…

Para tentar driblar a lerdeza do CVT, o JAC tem modo Sport com trocas de “marchas” manuais na alavanca (foto: Lucca Mendonça)

Espaço interno e capacidade do porta-malas

 

Modelo

Comprimento Largura Altura Entre-eixos

Porta-malas

T40 Plus CVT

4,13 m 1,75 m 1,57 m 2,49 m

450 litros

Argo Trekking AT6

4,00 m 1,75 m 1,57 m 2,52 m

300 litros

HB20X Diamond Plus

3,94 m 1,72 m 1,47 m 2,53 m

300 litros

Nivus Comfortline

4,26 m 1,75 m 1,50 m 2,56 m

415 litros

 

Por aqui temos uma bela disputa. Olhando os números, o Nivus é maior no comprimento e na distância entre os eixos, mas nem por isso ele se torna o mais espaçoso. Na prática, o Argo Trekking leva a vitória, mesmo sendo menor que o VW: ele tem bancos menores e painel mais recuado, o que garante um ótimo espaço para as pernas dos ocupantes da frente e de trás. Além disso, também é fácil acomodar bem até dois adultos e uma criança no meio do banco traseiro.

Mesmo tendo um dos menores entre-eixos, o Argo Trekking acaba sendo o mais espaçoso (foto: Lucca Mendonça)

O Nivus, apesar de ser o único que oferece saídas de ar-condicionado e portas USB para a segunda fileira de bancos, sofre com o caimento do teto por conta do seu estilo coupé, o que acaba tirando um pouco do espaço para a cabeça de passageiros mais altos que vão atrás. Assim como o Argo, ele também acomoda dois adultos e uma criança atrás, sem apertos.

O HB20X também oferece um bom espaço para até quatro ocupantes adultos, mas é o mais baixo dentre os rivais, o que não é uma boa notícia pra quem tem mais de 1,85 m de altura. Na lanterninha temos o JAC e seus razoáveis 2,49 m de entre-eixos, que são apenas suficientes para acomodar quatro pessoas sem aperto. Ele sofre dos mesmos males do Nivus: bancos grandes e painel longo, que tiram o espaço dos ocupantes.

Mas o chinês dá o troco na capacidade do porta-malas, onde lidera com folga: são nada menos do que 450 litros, que acomodam bastante bagagem, muita coisa mesmo. Seguido dele vem o VW e seus 415 litros, que brinda com uma boa abertura do compartimento, ideal para acomodar objetos grandes. Argo Trekking e HB20X se igualam nos bons 300 litros, adequados para o porte de ambos.

Os 450 litros de capacidade do porta-malas do T40 Plus são imbatíveis (foto: Lucca Mendonça)

Quanto custam e o que trazem de série

 

Modelo

Preço

Argo Trekking AT6

R$88.870

HB20X Diamond Plus

R$91.290

T40 Plus CVT

R$95.990

Nivus Comfortline

R$97.580

 

Todos são bem equipados, mas também são caros, assim como todo carro 0 km no Brasil. O mais em conta é o Fiat Argo Trekking 1.8 AT6, que, nesses pouco menos de R$89 mil, já inclui o único kit opcional disponível na versão (chamado de Trekking Full). Os demais são os pacotes básicos das versões, sem opcionais nem equipamentos extras.

O Argo é o mais barato dos quatro, mas alguns itens de praxe não estão disponíveis (foto: Lucca Mendonça)

Começando pelo mais barato, o Fiat oferece ar-condicionado digital automático, conjunto elétrico (vidros, travas e espelhos externos), painel de instrumentos com tela TFT multifunções de 3,5”, chave presencial para destravamento das portas e partida do motor, retrovisores externos com rebatimento e iluminação em LED, bancos e volante multifuncional revestidos em couro ecológico, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro, multimídia de 7” com conexões Android Auto/Apple CarPlay e câmera de ré, controles eletrônicos de estabilidade (ESP) e tração (ASR), assistente de partida em rampas (Hill Holder), monitoramento da pressão dos pneus (TPMS), rodas de liga-leve aro 15 (merecia um jogo de 16”), entre outros. Piloto automático e os airbags laterais, opcionais da versão topo de linha HGT, não estão nem disponíveis para a Trekking 1.8, uma mancada pra um carro desse preço.

O HB20X Diamond Plus custa cerca de R$2.500 a mais que o Argo Trekking 1.8, mas traz um pacote mais interessante: além dos itens do Fiat, ele tem volante com regulagem de altura e profundidade, piloto automático, sensor crepuscular, sistema Start&Stop, multimídia de 8” com conexões Android Auto/Apple CarPlay e câmera de ré, e rodas de liga-leve diamantadas aro 16. Na segurança ele dá um show: além dos controles eletrônicos de estabilidade (ESP) e tração (ASR), assistente de partida em rampas (Hill Holder) e monitoramento de pressão dos pneus (TPMS), estão disponíveis 4 airbags (dois frontais e dois laterais dianteiros) e um belo pacote de assistência a condução, composto pelo alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa. É uma lista de itens de série bem completa, que (quase) chega justificar seu preço.

Cerca de R$2.500 mais caro que o Fiat, o HB20X Diamond Plus traz uma lista de itens de série bem mais recheada (foto: Lucca Mendonça)

Na sequência de valores, temos o JAC T40 Plus CVT, que beira os R$96 mil na versão Pack 2. O que ele oferece? Ar-condicionado digital automático, conjunto elétrico (vidros, travas e espelhos externos), apoio de braço para os bancos dianteiros, retrovisor interno fotocrômico, teto-solar, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, faróis e lanternas de neblina, sensor crepuscular, luzes de conversão estática, sistema Start&Stop, multimídia de 8” com conexões Android Auto/Apple CarPlay, controles eletrônicos de estabilidade (ESP) e tração (ASR), assistente de partida em rampas (Hill Holder), monitoramento de pressão dos pneus (TPMS), rodas de liga-leve diamantadas aro 16, entre outros. O carro das fotos é da versão mais cara Pack 3 (R$99 mil), então traz algumas coisas que não estão presentes nessa configuração mais barata, como por exemplo os bancos de couro e a multimídia de 10”. Ele é caro e traz pouco conteúdo pelo que custa, mas tenta se manter interessante oferecendo itens exclusivos, como o bom teto-solar.

Por último temos o representante mais caro do comparativo: o VW Nivus Comfortline. O carro das fotos está equipado com um pacote opcional que adiciona alguns sistemas de segurança e a multimídia maior, o que encarece seu preço para quase R$102 mil. Mas vamos focar no carro de entrada, tabelado em exatos R$97.580: de série, ele vem com ar-condicionado manual, conjunto elétrico (vidros, travas e espelhos externos), painel de instrumentos com tela digital multifunções, volante com ajuste de altura e profundidade, saídas de ar-condicionado e porta USB para os passageiros traseiros, conjunto óptico full-LED (faróis baixo e alto, lanternas traseiras e luzes de seta), volante multifuncional em couro, sensor de estacionamento traseiro, sensor crepuscular, piloto automático, multimídia de 8” com conexões Android Auto/Apple CarPlay e câmera de ré, 6 airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina), controles eletrônicos de estabilidade (ESP) e tração (ASR), assistente de partida em rampas (Hill Holder), monitoramento da pressão dos pneus (TPMS), rodas de liga-leve aro 16, e mais algumas coisinhas. Ele é cerca de R$1.500 mais caro que o T40 Plus, e acaba ficando parelho no conteúdo de série, levando uma boa vantagem somente na segurança.

VW Nivus Comfortline: mais caro, mas nem por isso mais completo (foto: Lucca Mendonça)

Por último, mas não menos importante: qual deles é o melhor negócio?

Nesse caso podemos falar de duas situações distintas: o melhor dos quatro ou o melhor de dois, no caso comparando HB20X com Argo Trekking e T40 Plus com Nivus Comfortline, separadamente. Pra não restar nenhuma dúvida, vamos analisar os dois casos.

Não existe um vencedor definitivo, o “melhor de todos”, mas sim o carro que é o melhor negócio dentro do seu segmento, aquele que tem uma relação custo X benefício mais atrativa. Nesse caso, fazendo um apanhado de conjunto mecânico, dimensões, dirigibilidade, itens de série e preço, temos um ganhador, se é que podemos chamar assim: o HB20X Diamond Plus. Ele traz motor e câmbio bem acertados, tem bom espaço interno e porta-malas adequado, dirigibilidade elogiável e é bastante equipado, tudo isso por uma cifra “interessante” quando comparado com a concorrência.

Dos quatro, o Hyundai é o que oferece a melhor relação custo X benefício (foto: Lucca Mendonça)

Falando nas duplas Argo Trekking 1.8 vs. HB20X 1.6 e T40 Plus CVT vs. Nivus Comfortline, o resultado muda pouco. O Hyundai, como já dito, oferece bem mais coisa que o Fiat, e cobra só um pouco a mais por isso, então se torna a melhor opção. Falando dos crossovers, o negócio mais interessante é, sem dúvidas, o Nivus Comfortline, que tem uma mecânica muito mais moderna e refinada, é mais seguro, tem espaço interno superior, oferece uma lista de itens de série semelhante e custa praticamente a mesma coisa que o JAC.

No final, vemos que cada um tem seus pontos positivos e negativos, mas, na realidade, nenhum deles tem competência para um off-road. São carros urbanos com visual aventureiro (ou nem isso), e, na cidade, se dão bem pelas suspensões mais elevadas e pneus de perfil alto, encarando com mais facilidade as lombadas, valetas e buracos grandes. Vão bem a calhar com o asfalto lunar da maioria do país, nada muito além disso, mas cumprem bem as suas propostas. São uma alternativa boa e mais barata pra quem não consegue pagar por um SUV.

 

 

 

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