Omoda e Jaecoo estreiam no Brasil com E5 e J7, e miram outras chinesas

Montagem de capa: reprodução/G1
Tem marca nova no pedaço! Duas, por falta de uma: Omoda e Jaecoo, chinesas integrantes do Grupo Chery, mas que foram criadas apenas para o mercado de exportação. Ambas são novas, criadas em 2022 e 2023, respectivamente, e focam em SUVs eletrificados, como não poderia ser diferente. Apesar de um tanto estranhos, seus nomes têm significado fácil de entender: Omoda remete a Oxigênio (de onde vem o “O”) e Modernidade (de onde vem o “Moda), enquanto a Jaecoo (pronuncia-se algo como “Jeicu”) é uma derivação de “Jäger”, “caçador” em alemão.
Apesar de fazerem parte do Grupo Chery, elas não têm associação alguma com a Caoa-Chery, já que são braços próprios do grupo chinês. Chamada de “companhia”, a dupla tem planos promissores de emplacar mais de 1,4 milhão de carros pelo mundo até 2030, descontando a China, onde não vende absolutamente nada. Reino Unido, Espanha, Polônia, Itália, Turquia, Rússia, Austrália, África do Sul, Indonésia, Malásia, Kuwait, México e Qatar são alguns dos países que já vendem modelos da Omoda e da Jaecoo. No Brasil, há aproximadamente 50 concessionárias já funcionando.

Por aqui, as marcas desembarcam, de início, com dois modelos: Omoda E5, um SUV coupé elétrico de linhas mais dinâmicas e esportivas, e o quadradão Jaecoo J7, híbrido plug-in mais retilíneo e sóbrio. Preços? O Omoda vem em configuração única por R$210 mil, enquanto o Jaecoo tem duas versões, Luxury por R$230 mil e Prestige por R$250 mil.
O Omoda E5 veio ao mundo em 2022. Feito sobre a plataforma T1X, ele aposta em linhas mais dinâmicas, vincadas e esportivas, que a marca chama de “design futurista”. Na época do lançamento, a Chery afirmou que ele foi projetado com a “proporção áurea de Pitágoras”, com a relação altura-largura igual a 0,8677. Isso, somado a dianteira fechada e outras soluções aerodinâmicas, permitiram o interessante coeficiente de arrasto (Cx) de 0,28.

Com 4,42 m de comprimento, 1,83 m de largura, pouco menos de 1,60 m de altura e entre-eixos de 2,63 m, ele se situa no mesmo porte de BYD Yuan Plus, Volvo EX30, Renault Megane E-Tech e afins, justamente com quem deve concorrer. Como diferencial, traz a carroceria mais coupé, que limita o porta-malas em 340 litros. Suas suspensões são independentes nas quatro rodas, com direito a eixo traseiro multibraço, e acompanha esse refinamento o sistema de freios com discos nas quatro rodas.

Apesar de ter versões também a combustão mundo afora, aqui ele chega só elétrico. São 204 cv de potência e cerca de 35 mkgf de torque extraídos de um motor frontal. Com tração dianteira, demora 7,6 segundos na prova de 0 a 100 km/h e atinge os 172 km/h de velocidade máxima, de acordo com dados oficiais. As baterias de tração, com 61 kWh de capacidade, são responsáveis pelo alcance de 345 km, pelo INMETRO. A Omoda promete que ele recupera 80% da sua carga em 30 minutos quando plugado em fontes de 80 kW de potência, justamente seu máximo permitido.

Dentre as tecnologias, painel de instrumentos e multimídia horizontal com 12,3” cada, além de um poderoso carregador de celular sem fio com 50 Watts de potência, bancos dianteiros com ajustes elétricos e sistema de refrigeração, navegador GPS embutido, retrovisor interno fotocrômico, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sistema de som assinado pela Sony (8 alto-falantes), ar-condicionado digital automático dual zone, retrovisor interno fotocrômico, conjunto óptico full LED, iluminação ambiente em LED personalizável, controle eletrônico de descida, rodas de liga-leve aro 18, dentre outros.

No pacote ADAS, de assistentes inteligentes de condução, estão alerta de desembarque seguro, alerta de saída de faixa, alerta de colisão frontal e traseira, alerta de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência na faixa, farol alto com comutação automática, frenagem autônoma de emergência, detector de fadiga do condutor e piloto automático adaptativo (ACC).
O Omoda E5 oferece sete anos de garantia para o veículo, ou 150 mil km (o que ocorrer primeiro). Motor elétrico e baterias de tração tem cobertura à parte, de oito anos. Na paleta, são cinco cores disponíveis: Preto Andromeda, Branco Ártico, Prata Alya, Cinza Centauro e Azul Antares.
Já o Jaecoo 7, SUV médio híbrido plug-in, quer rivalizar com BYD Song Plus, GWM Haval PHEV19, Caoa-Chery Tiggo 7 PHEV e afins. Aposta fortemente na relação custo X benefício, e também na ampla autonomia de até 1.200 km, de acordo com a fabricante. Com linhas mais quadradas e minimalistas, ele parece ser maior do que realmente é: não vai além dos 4,50 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,67 m de altura e 2,67 m de entre-eixos. Seu porta-malas comporta 500 litros. A base T1X é a mesma do Omoda.

Debaixo do capô vai um motor 1.5 turbo a gasolina, que opera no ciclo Miller, entregando 135 cv de potência com 20,5 mkgf de torque. Seu trabalho é em conjunto com outro elétrico dianteiro de 204 cv e 31,6 mkgf de torque. No total, somando combustão e eletricidade, falamos de 339 cv de potência com 52 mkgf de torque, administrados por uma transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas. Demora cerca de 7 segundos no 0 a 100 km/h, oficialmente. A tração é sempre dianteira.

Com baterias de tração de 18,3 kWh de capacidade, ele pode rodar até 79 km sem queimar gasolina, pela medição do INMETRO. Somado ao alcance com gasolina (tanque de 60 litros), ele bate a barreira de 1.200 km de autonomia total nas melhores condições. A recarga tem potência máxima limitada a 40 kW: nesse caso, são 20 minutos pare recuperar 60% da carga. O SUV permite quatro tipos de uso: totalmente elétrico, híbrido em série, híbrido paralelo e recuperação de energia. A Jaecoo fala em 98.5% de eficiência elétrica e 92% de eficiência mecânica no conjunto.
Rodas de liga-leve aro 19, ar-condicionado automático digital de duas zonas, bancos dianteiros elétricos, navegador GPS embutido, painel de instrumentos digital de 10,2”, multimídia vertical de 14,8”, teto-solar panorâmico, câmeras 540º, retrovisor interno fotocrômico, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, controle eletrônico de descidas, freios a disco nas quatro rodas e cabine com revestimento em couro sintético são destaques. A lista de equipamentos vai além com sensor crepuscular, freio de mão eletromecânico com função Auto Hold e conjunto óptico full LED.

A versão mais cara, Prestige, ganha outros vários itens: ajuste lombar elétrico para os bancos dianteiros, memória de posição para o banco do motorista, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, iluminação ambiente em LED personalizável, luzes de cortesia nos retrovisores externos, tampa do porta-malas com abertura/fechamento elétricos presenciais, carregador de celular sem fio, head-up display e sistema de som Sony com oito alto-falantes, principalmente.
Ela também soma itens ao pacote ADAS, como alerta de desembarque, alerta de colisão traseira, alerta de tráfego cruzado traseiro, monitores de ponto-cego, assistente de permanência na faixa e detector de fadiga do condutor. Nas duas versões, há alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa, farol alto com comutação automática e piloto automático adaptativo (ACC).
A garantia do Jaecoo J7 é igual à do Omoda E5: sete anos ou 150 mil km para o carro, e oito anos para baterias de tração e motor elétrico. São quatro cores disponíveis: Branco Ártico, Prata Crista, Cinza Montanha e Preto Andromeda.















