Óleo de motor: 5 mitos e 5 verdades sobre o lubrificante

Escolher o óleo de motor correto continua sendo uma das principais dúvidas entre os proprietários de veículos. Entre recomendações de oficinas, opiniões nas redes sociais e crenças que atravessam gerações, nem tudo o que se fala sobre lubrificantes é verdadeiro. O problema é que algumas dessas informações equivocadas podem comprometer a lubrificação, acelerar o desgaste de componentes e até aumentar os gastos com manutenção. Confira cinco mitos e cinco verdades sobre óleo de motor que todo motorista deveria conhecer.
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Mitos:
1: óleo de motor mais grosso protege mais o propulsor

Muita gente acredita que um óleo de motor mais viscoso oferece proteção extra, mas isso nem sempre é verdade. O ideal é utilizar exatamente a especificação indicada pela montadora. Um lubrificante mais espesso do que o recomendado pode demorar mais para circular pelo motor, especialmente durante a partida, aumentando o desgaste e prejudicando o consumo de combustível.
2: quem roda pouco não precisa trocar o óleo de motor
Mesmo que o veículo passe boa parte do tempo parado, o óleo de motor sofre degradação ao longo do tempo. Oxidação, absorção de umidade e contaminação por combustível podem reduzir sua eficiência. Por isso, além da quilometragem, é importante respeitar o prazo de troca estabelecido pelo fabricante.

3: todo óleo sintético é igual
A classificação sintética não significa que todos os produtos tenham o mesmo desempenho. Diferentes fabricantes utilizam tecnologias e pacotes de aditivos distintos, além de atenderem a especificações específicas exigidas pelas montadoras.
4: óleo escuro significa que está ruim
A cor do lubrificante, sozinha, não indica a necessidade de troca. Em muitos casos, o escurecimento acontece justamente porque o óleo de motor está cumprindo sua função de limpeza, mantendo impurezas suspensas e evitando que elas se acumulem no interior do propulsor.

5: basta completar com qualquer óleo da mesma viscosidade
Embora isso possa ser aceitável em situações emergenciais, o ideal é utilizar um produto com as mesmas especificações técnicas do lubrificante já presente no motor. Formulações diferentes podem utilizar aditivos distintos e apresentar desempenhos diferentes.
Verdades
1: a maior parte do desgaste ocorre na partida
Especialistas apontam que grande parte do desgaste do motor acontece nos primeiros instantes após a partida, quando o óleo ainda está se distribuindo pelos componentes internos. Por isso, a qualidade do lubrificante e sua capacidade de proteção nesse momento são fundamentais.

2: o óleo influencia no consumo de combustível
Lubrificantes modernos ajudam a reduzir o atrito entre componentes internos do motor. Com menos resistência mecânica, o conjunto trabalha de forma mais eficiente, o que pode contribuir para uma redução no consumo de combustível.
3: as normas técnicas são tão importantes quanto a marca
Mais importante do que escolher uma marca conhecida de óleo de motor é verificar se o produto atende às especificações exigidas pela fabricante do veículo. Siglas como API, ACEA e ILSAC indicam padrões técnicos que garantem determinado nível de desempenho e proteção.

4: a borra pode causar sérios problemas
A formação de borra é resultado da degradação do óleo e do acúmulo de resíduos dentro do motor. Quando o problema se agrava, a circulação do lubrificante pode ser prejudicada, aumentando o risco de desgaste prematuro e falhas mecânicas.
5: trânsito urbano é considerado uso severo
Quem enfrenta congestionamentos diariamente pode estar submetendo o veículo a uma condição considerada severa de uso. Partidas frequentes, trajetos curtos e longos períodos em marcha lenta exigem mais do óleo de motor e podem justificar intervalos de manutenção específicos previstos no manual.

Antes de escolher um lubrificante, a recomendação é sempre consultar o manual do proprietário e respeitar as especificações indicadas pela montadora. A utilização do óleo de motor correto continua sendo uma das formas mais simples e eficazes de preservar o desempenho e a durabilidade do veículo.








