Óleo de motor: 5 mitos e 5 verdades sobre o lubrificante

Óleo de motor

Escolher o óleo de motor correto continua sendo uma das principais dúvidas entre os proprietários de veículos. Entre recomendações de oficinas, opiniões nas redes sociais e crenças que atravessam gerações, nem tudo o que se fala sobre lubrificantes é verdadeiro. O problema é que algumas dessas informações equivocadas podem comprometer a lubrificação, acelerar o desgaste de componentes e até aumentar os gastos com manutenção. Confira cinco mitos e cinco verdades sobre óleo de motor que todo motorista deveria conhecer.

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Mitos:

1: óleo de motor mais grosso protege mais o propulsor

óleo lubrificante de motor de carro
Foto: reprodução/Freepik

Muita gente acredita que um óleo de motor mais viscoso oferece proteção extra, mas isso nem sempre é verdade. O ideal é utilizar exatamente a especificação indicada pela montadora. Um lubrificante mais espesso do que o recomendado pode demorar mais para circular pelo motor, especialmente durante a partida, aumentando o desgaste e prejudicando o consumo de combustível.

2: quem roda pouco não precisa trocar o óleo de motor

Mesmo que o veículo passe boa parte do tempo parado, o óleo de motor sofre degradação ao longo do tempo. Oxidação, absorção de umidade e contaminação por combustível podem reduzir sua eficiência. Por isso, além da quilometragem, é importante respeitar o prazo de troca estabelecido pelo fabricante.

hábitos ruins no trânsito
Foto: reprodução/Freepik

3: todo óleo sintético é igual

A classificação sintética não significa que todos os produtos tenham o mesmo desempenho. Diferentes fabricantes utilizam tecnologias e pacotes de aditivos distintos, além de atenderem a especificações específicas exigidas pelas montadoras.

4: óleo escuro significa que está ruim

A cor do lubrificante, sozinha, não indica a necessidade de troca. Em muitos casos, o escurecimento acontece justamente porque o óleo de motor está cumprindo sua função de limpeza, mantendo impurezas suspensas e evitando que elas se acumulem no interior do propulsor.

Óleo lubrificante – Foto: Christian Castanho/Quatro Rodas

5: basta completar com qualquer óleo da mesma viscosidade

Embora isso possa ser aceitável em situações emergenciais, o ideal é utilizar um produto com as mesmas especificações técnicas do lubrificante já presente no motor. Formulações diferentes podem utilizar aditivos distintos e apresentar desempenhos diferentes.

Verdades

1: a maior parte do desgaste ocorre na partida

Especialistas apontam que grande parte do desgaste do motor acontece nos primeiros instantes após a partida, quando o óleo ainda está se distribuindo pelos componentes internos. Por isso, a qualidade do lubrificante e sua capacidade de proteção nesse momento são fundamentais.

(Foto: portallubes.com.br)

2: o óleo influencia no consumo de combustível

Lubrificantes modernos ajudam a reduzir o atrito entre componentes internos do motor. Com menos resistência mecânica, o conjunto trabalha de forma mais eficiente, o que pode contribuir para uma redução no consumo de combustível.

3: as normas técnicas são tão importantes quanto a marca

Mais importante do que escolher uma marca conhecida de óleo de motor é verificar se o produto atende às especificações exigidas pela fabricante do veículo. Siglas como API, ACEA e ILSAC indicam padrões técnicos que garantem determinado nível de desempenho e proteção.

Sintéticos e semissintéticos se parecem no nome, mas diferem inclusive na origem de suas bases (Foto: Bardah/divulgaçãol)

4: a borra pode causar sérios problemas

A formação de borra é resultado da degradação do óleo e do acúmulo de resíduos dentro do motor. Quando o problema se agrava, a circulação do lubrificante pode ser prejudicada, aumentando o risco de desgaste prematuro e falhas mecânicas.

5: trânsito urbano é considerado uso severo

Quem enfrenta congestionamentos diariamente pode estar submetendo o veículo a uma condição considerada severa de uso. Partidas frequentes, trajetos curtos e longos períodos em marcha lenta exigem mais do óleo de motor e podem justificar intervalos de manutenção específicos previstos no manual.

Trânsito na cidade de São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Antes de escolher um lubrificante, a recomendação é sempre consultar o manual do proprietário e respeitar as especificações indicadas pela montadora. A utilização do óleo de motor correto continua sendo uma das formas mais simples e eficazes de preservar o desempenho e a durabilidade do veículo.

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Com 25 anos, está envolvido com o meio automotivo desde que se conhece por gente através do pai, Douglas Mendonça. Trabalha oficialmente com carros desde os 17 anos, tendo começado em 2019, mas bem antes disso já ajudava o pai com matérias e outros trabalhos envolvendo carros, veículos, motores, mecânica e por aí vai. No Carros&Garagem produz as avaliações, notícias, coberturas de lançamentos, novidades, segredos e outros, além de produzir fotos, manter a estética, cuidar da diagramação e ilustração de todo o conteúdo do site.