Nissan N7: sedanzão elétrico com até 635 km de autonomia pode tomar lugar do Sentra no Brasil

Com a morte oficializada do Sentra, resta a dúvida: será que a Nissan deve abandonar o mercado de sedans médios ou grandes no Brasil? A resposta é: provavelmente não! Afinal, deve vir aí o Nissan N7, sedanzão totalmente elétrico de origem chinesa, para ocupar o espaço deixado pelo Sentra, e ainda brigar com maiores, como o BYD Seal. Tal qual a Frontier PHEV, ele é fruto da parceria com a chinesa Dongfeng, e tem DNA chinês.
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Nissan N7 é elegante
Com estilo elegante, linha de cintura baixa, Cx de apenas 0,20, maçanetas embutidas, conjunto óptico discreto, amplo entre-eixos e rodas grandes, o Nissan N7 surgiu na China há pouco tempo: foi apresentado como conceito no final de 2024, e já no primeiro semestre de 2025 teve suas vendas iniciadas por lá. Ele tem um irmão Dongfeng, o 007, que é um pouco mais espalhafatoso, mas esse não deve dar as caras por aqui. De qualquer forma, sua chegada ao mercado nacional não deve demorar para acontecer: há quem aposte no lançamento já para os últimos meses desse ano, ou mais tardar no início de 2027.
Sedanzão generoso
O Nissan N7 é bem maior que o Sentra: falamos de 4,93 m de comprimento (quase 30 cm a mais), 1.90 m de largura (9 cm extras), 1,48 m de altura (aumento de 3 cm), e uma enorme distância entre-eixos de 2,91 m, contra os 2,70 m do Sentra. Isso indica um carro de porte maior, que deve oferecer espaço interno bem mais generoso, e também uma maior capacidade do porta-malas: o N7 tem compartimento de 504 litros, aliás (466 no Sentra). Trata-se, na realidade, de um rival de segmento superior, já integrando a categoria de sedans médio-grandes.

Motorização e autonomia
Sua motorização é sempre 100% elétrica, e, na China, o Nissan N7 pode ter dois níveis de potência (218 ou 272 cv – esse segundo o mais provável para o Brasil), sempre com torque ao redor dos 31 mkgf. São números que não surpreendem como os do BYD Seal, por exemplo. Como o carro é grande e pesado (pode beirar as 2 toneladas), seus números de performance são bons, mas não esportivos: segundo a marca, ele demora cerca de 8,5 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, e corre até os 160 km/h, velocidade máxima limitada eletronicamente.

No exterior, ele conta com duas opções de baterias de tração, e podemos esperar a de maior capacidade para o mercado nacional. A primeira, com 58 kWh de capacidade, permite recargas em fontes de até 160 kW, e promete autonomia entre 510 e 540 km no ciclo chinês CLTC (que costuma ser bem presunçoso). Já a segunda, mais esperada para cá, é de 72 kWh de capacidade, mantendo a potência de recarga em 160 kW, mas aqui com autonomia de até 635 km (CLTC) nas melhores condições. Nos dois casos, o composto é de fosfato de ferro-lítio (LFP).
Concepção e possíveis equipamentos
Como bom carro premium que é, o Nissan N7 conta com suspensões independentes nas quatro rodas, eixo traseiro multilink, e quatro freios a disco. De série, nas versões mais completas (são cinco na China), pode oferecer rodas de até 19 polegadas (nesse caso com pneus 225/45), 7 airbags, pacote ADAS com diversas funcionalidades, sete câmeras externas, sistema de estacionamento semiautônomo (Park Assist), e modo de estacionamento automático remoto.
Também pode contar com tampa do porta-malas elétrica, janelas das portas sem moldura, maçanetas elétricas retráteis, teto-solar panorâmico fixo, multimídia de 15,6 pol., carregador de celular sem fio com 50 Watts, luzes ambientes em LED personalizável, painel digital de 10,2 pol., bancos em couro e camurça, bancos dianteiros com ajustes elétricos (memória de posição para o motorista), bancos dianteiros com massagem e climatização, ar digital automático dual zone e mais. Esses itens, vale falar, são disponíveis para o carro vendido na China. Aqui no Brasil, o Nissan N7 deve vir em pacote único, mas não necessariamente com todos esses itens citados.















