Mini Cooper roda 1 milhão de km e viaja de volta para a Inglaterra

Um feito raro no universo automotivo acaba de ganhar um novo capítulo. Após percorrer a impressionante marca de 1 milhão de quilômetros ao longo de 12 anos, um Mini Cooper D, movido a diesel, retornou à Inglaterra para celebrar o marco justamente no local onde nasceu: a fábrica de Oxford.
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O protagonista da história é um Mini Cooper D da geração F56, pertencente ao alemão Peter Kirchoff. Mais do que um carro de uso diário, o hatch se transformou em um verdadeiro projeto de vida para o proprietário, que documentou cada etapa da jornada rumo ao milionésimo quilômetro.
25 países visitados

Batizado de “Nemo”, em referência à combinação da pintura laranja com faixas brancas que remete ao famoso peixe-palhaço da animação da Pixar, o modelo cruzou fronteiras, visitou 25 países e acumulou uma quilometragem que poucos veículos conseguem alcançar sem passar por reconstruções completas. O mais impressionante é que, segundo o proprietário, o carro atingiu a marca utilizando o motor original: Peter afirma que o Mini Cooper D nunca o deixou na mão durante o período e não sofreu acidentes nem reparos de grande porte ao longo da trajetória.

A meta não surgiu por acaso. Quando recebeu o Mini Cooper em 2014, o alemão criou o chamado “Projeto One M”, cujo objetivo era levar o hatch até 1 milhão de quilômetros rodados em um período de aproximadamente 12 anos. Durante todo esse tempo, ele registrou e compartilhou dados de uso, consumo e quilometragem em suas redes sociais, transformando a iniciativa em um acompanhamento público de longa duração. Missão cumprida.
Para marcar o encerramento do desafio, Peter escolheu atingir os 1.000.000 km exatamente na fábrica de Oxford, considerada o berço do Mini Cooper moderno. Foi dali que saiu o primeiro carro da marca britânica na era BMW, em abril de 2001. A chegada do carro coincidiu ainda com as comemorações dos 25 anos de produção do modelo moderno, também.

O Mini Cooper D de 1 milhão de quilômetros
Embora a marca não tenha divulgado todos os detalhes do veículo, o modelo utilizado por Peter pertence à geração F56, lançada em 2014. Na Europa, o Mini Cooper D dessa época era equipado com um motor 1.5 turbodiesel de três cilindros, integrante da família modular de propulsores da BMW.

A unidade desenvolvia 116 cv de potência e 27,5 mkgf de torque, números suficientes para atingir 205 km/h de máxima e acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 9,2 segundos. O modelo podia ser equipado com câmbio manual de seis marchas ou automático também de seis velocidades, mas o Mini Cooper Nemo utiliza a primeira opção, com três pedais. Segundo a fabricante, o hatch registrou consumo médio de combustível de apenas 2,95 litros a cada 100 quilômetros durante sua trajetória, equivalente a quase 34 km/l, número digno de motos pequenas.
Quanto é 1 milhão de quilômetros?

A quilometragem alcançada pelo Mini Cooper Nemo ajuda a dimensionar o tamanho da façanha. Rodar 1 milhão de quilômetros equivale a dar cerca de 25 voltas completas ao redor da Terra pela linha do Equador ou viajar mais de duas vezes a distância entre a Terra e a Lua. Considerando os 12 anos necessários para atingir a marca, o Nemo percorreu, em média, mais de 83 mil quilômetros por ano, o equivalente a quase 230 quilômetros por dia sem interrupções.

Missão cumprida. E agora?
Apesar do objetivo ter sido alcançado, Peter não pretende encerrar a aventura com seu Mini Cooper D laranja. O proprietário já anunciou a próxima etapa do projeto: levar o carro até a marca de 1 milhão de milhas, o equivalente a aproximadamente 1,61 milhão de quilômetros. Isso significa que Nemo ainda tem pela frente cerca de 610 mil quilômetros para percorrer antes de atingir o novo objetivo.
A própria fabricante entrou na brincadeira e perguntou o que aconteceria caso o veterano hatch não conseguisse completar a missão. A resposta foi direta: Peter afirmou que, nesse cenário improvável, consideraria substituir o carro por um novo Mini Aceman John Cooper Works elétrico.

Por enquanto, porém, o plano é seguir acumulando quilômetros ao volante do mesmo companheiro que o acompanha há mais de uma década. Se o histórico servir de referência, há boas chances de que a próxima comemoração aconteça sem que Nemo precise se aposentar.










