Leapmotor A05 no Brasil: como é o rival de Dolphin, EX2 e Aion UT?

Uma das grandes estreias da Stellantis para o mercado brasileiro em 2027 será a do Leapmotor A05, um hatch com jeitão de monovolume (ou crossover) que virá para incomodar BYD Dolphin, GAC Aion UT, MG4 Urban, Geely EX2 e afins. De acordo com o site AutosSegredos, a novidade virá ainda no primeiro trimestre do ano que vem (2027), com preços entre R$ 150 mil e R$ 170 mil, dependendo da versão (seriam duas).
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Leapmotor A05 é minimalista
No geral, o carrinho bebe de uma fonte de design similar à dos SUVs B10 e C10, que já são vendidos no Brasil: é limpo nas linhas, minimalista em vários sentidos, e com interior que tem predomínio das telas. Curiosamente, adota tecnologias típicas de carrões mais caros, como o LiDAR que permite um pacote de assistências de condução mais preciso e autônomo. De qualquer forma, as chances de a tecnologia desembarcar por aqui são pequenas.

Espaçoso
Isso vale, especialmente, para a atuação de mercado do Leapmotor A05, onde ficam hatches elétricos de menor custo, geralmente voltados ao transporte por aplicativo e afins. Ainda assim, sua fórmula é das boas, com direito a teto alto, frente curta, traseira bem vertical e promessa de amplo espaço interno. Nas medidas, falamos de 4,17 m de comprimento, cerca de 1,80 m de largura, 1,56 m de altura e entre-eixos de 2,60 m. Para efeito de comparação, um Geely EX2 mede é só alguns poucos centímetros mais curto e baixo, e tem 5 cm a mais no entre-eixos.
Em outros mercados, o Leapmotor A05 promete até 474 litros de porta-malas, sem contar outros 91 litros entre compartimentos sob o capô e sob o banco traseiro. Com o banco traseiro rebatido, são mais de 1.300 litros. Seu interior, com piso plano e janelas grandes, deixa a posição de condução mais ereta, mas, mesmo assim, a fabricante fala num modelo prático de usar, fácil de dirigir e, no geral, divertido. Ele tem promessa de vendas na Europa, também.

Dois motores, que podem vir ao Brasil
Aqui no Brasil, suas duas opções de motor traseiro podem se tornar realidade. A mais simples, com 95 cv de potência, demora cerca de 11 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, e atinge os 160 km/h de velocidade máxima. Nesse caso, o Leapmotor A05 usa bateria com pouco menos de 40 kWh de capacidade, que permite autonomia de 405 km pelo ciclo CLTC chinês, e recarga de 30 a 80% em 30 minutos, informa a fabricante.

Suas configurações mais completas já usam um motor elétrico traseiro de 121 cv, com tempos bastante similares de aceleração e velocidade máxima (essa, limitada eletronicamente), afinal o torque é igual ao da versão de 95 cv: são 15,3 mkgf, jogado para as rodas de trás (tração traseira). Porém, a bateria maior, com 53 kWh de capacidade, permite 510 km de autonomia (CLTC), e recarga de 30 a 80% quase na metade do tempo (16 minutos). Em toda a linha, o Leapmotor A05 usa suspensões McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira, e quatro freios a disco.

Pacote de equipamentos
Além disso, seu pacote de equipamentos de série promete um belo recheio, para que, aqui no mercado nacional, ele não fique devendo nada aos concorrentes de BYD, Geely, GAC, MG e afins. Deve vir com painel digital de 8,8 pol., multimídia de 14,6 pol., faróis e lanternas em LED, internet 4G a bordo, câmeras 360º, iluminação ambiente em LED personalizável, sistema de som com 12 alto-falantes, bancos dianteiros com ajustes elétricos e climatização, e um amplo pacote ADAS, que deve chegar quase completo ao mercado nacional (deixando só o LiDAR de lado).

Cores mais sóbrias
Uma mudança bastante esperada para o Leapmotor A05 no mercado nacional, além de um pacote próprio de equipamentos de série, é a paleta de cores mais discreta e sóbria. Deve abandonar cores gritantes como amarelo e rosa, em prol de cinza, preto, ou o verde escuro que já é comum em outros modelos da marca por aqui. Da mesma forma, o interior tende a apostar sempre nas forrações pretas, mescladas com partes em cinza escuro, como já é oferecido no mercado chinês. Lá ainda há opções de rosa, cinza claro e bege areia, que não devem vir ao Brasil.














