(Lançamento) BYD D1, minivan elétrica “para Uber”, chega ao Brasil

Depois de lançar dois modelos, um sedan e outro SUV, ambos grandes, a BYD aposta agora em um segmento inédito no Brasil: uma minivan elétrica concebida principalmente para rodar nos apps de transporte, chamada de D1. Lançada em seu mercado de origem (chinês) em 2020, ela é fruto de uma parceria com a DiDi, uma das maiores empresas de mobilidade do mundo e dona da 99 App. Desde o início, o objetivo foi criar um veículo multiuso ideal para transportar passageiros, e mais de 100 mil unidades do modelo foram vendidas só em 2021.

Foto: BYD/divulgação

Aqui no Brasil, o D1 é da categoria MPV (Multi Purpose Vehicle, ou Veículo Multiuso). O foco da BYD brasileira são as locadoras de veículos, órgãos públicos e, claro, os apps de transporte. Os atrativos do modelo são a modularidade, praticidade e dimensões não muito grandes para facilitar o uso urbano. Chamam a atenção os dois tipos de porta traseira, por exemplo: corrediça do lado direito e comum no esquerdo. Ainda assim, a novidade elétrica carrega cinco ocupantes.

Seu motor, elétrico e com pouco menos de 400V, está instalado na dianteira, entregando 136 cv de potência com 18,3 mkgf de torque. Feito de fosfato de ferro-lítio com uma tecnologia exclusiva da marca chamada Blade BYD, o conjunto de baterias do D1 está instalado sobre o assoalho e tem 53,5 kWh de capacidade. Com ele, o modelo consegue alcance de até 371 km pelo ciclo NEDC, além de chegar aos 130 km/h de velocidade máxima (limitada eletronicamente).

Foto: BYD/divulgação

Como de praxe, o recarregamento desse MPV é feito em eletropostos, wallbox ou tomadas residenciais de 220V. No primeiro caso, uma recarga completa (de 0 a 100%) é feita em cerca de 1h30min. Diferentemente dos JAC elétricos, também chineses, esse BYD já usa o carregador Tipo 2, padrão da grande maioria dos carros movidos a eletricidade vendidos no Brasil.

Foto: BYD/divulgação

Suas dimensões não são muito distantes das de uma Chevrolet Spin, por exemplo. O D1 se destaca, principalmente, pela largura generosa da carroceria, 1,85 m, além do bom entre-eixos de 2,80 m. São 4,39 m de comprimento e 1,65 m de altura, enquanto o porta-malas tem razoáveis 400 litros de capacidade. Na construção geral, a aposta é no usual: suspensão dianteira McPherson, eixo de torção na traseira, direção elétrica e freios a disco nas quatro rodas.

Tabelado em R$269.990, o BYD D1 é bastante completo, mesmo deixando de lado faróis em LED ou airbags de cortina, por exemplo. Nos conteúdos de série, piloto automático adaptativo, alerta de saída de faixa ativo, alerta de colisão, frenagem autônoma de emergência, reconhecimento de objetos em sua trajetória, sistema de análise de voz, multimídia de 10” com GPS, sensor crepuscular, ar-condicionado digital automático dual zone, chave presencial, instrumentos digitais, freio de estacionamento eletromecânico, bancos em couro (traseiros aquecidos), porta corrediça elétrica e mais.

Por enquanto, a versão oferecida por aqui é única, a GS, sem opcionais nem paleta de cores (único tom oferecido é o branco metálico). Além disso, o D1 é exclusivo para vendas diretas, não sendo oferecido ao grande público. A BYD trabalha com dois anos ou 100 mil km de garantia para o veículo, enquanto as baterias tem cobertura de cinco anos ou 500 mil km, o que ocorrer primeiro.

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Tem 20 anos, cursa Publicidade e Propaganda, é filho do jornalista Douglas Mendonça, e desde que se conhece por gente, convive com carros e está envolvido no mundo automobilístico. Aprendeu a ler nas revistas automotivas, cresceu frequentando oficinas, corridas, encontros e eventos com o pai, e daí veio sua maior paixão: os carros. Lucca se tornou o braço direito do pai após sua perda de visão em 2012, ajudando na produção de matérias, reportagens, avaliações e textos. No Carros & Garagem, é responsável pela cobertura de eventos de lançamento de novos veículos, e produz avaliações, fotos e comparativos de modelos.