JMEV EV2: elétrico de R$ 70 mil tem a ver com Grupo Renault e Ford Territory

Há um novo carro elétrico mais barato do Brasil: é o JMEV EV2, que sai por R$ 69.990 trazido pela importadora E-Motors, cuja qual o site comercial está temporariamente fora do ar (talvez por muitos acessos). Ela passou a trazer o EV2 para o Brasil para competir na categoria de hatches subcompactos elétricos, brigando com Renault Kwid E-Tech, BYD Dolphin Mini, JAC E-JS1 e afins.
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JMEV EV2, Grupo Renault e Ford Territory
Na realidade, o JMEV EV2 é um ilustre desconhecido para nós, brasileiros. Sua marca, Jiangxi Jiangling Group New Energy Vehicle Co., Ltd. (JMEV), é focada em carros elétricos de baixo custo, e pertence ao Grupo Renault (acionista majoritário) e a Jiangling Motors Corporation (JMC, aquela que fazia o primeiro Ford Territory). Existe na China há cerca de 11 anos, e já enfrentou alguns sérios problemas financeiros ao longo desse tempo, embora hoje já esteja mais consolidada por lá.

Como é o carrinho?
Talvez isso tenha encorajado a E-Motors a trazer o JMEV EV2 ao Brasil, via importação independente. Tem o tamanho de um Fiat Mobi, com 3,5 m de comprimento, 1,64 m de largura e 1,46 m de altura, com entre-eixos de 2,34 m e aproximadamente 11 cm de altura livre do solo. Aposta nas simpáticas linhas arredondadas e animadas, com traços pouco arrojados, mas autênticos.

Por dentro, leva quatro ocupantes no esquema 2+2, e tem luxos como instrumentação digital, rádio AM/FM, rodas aro 14 e sensores de estacionamento traseiros, por menos de R$ 70 mil na versão Standard. Acima dela vai a Comfort, de R$ 76 mil, já equipada com central multimídia, câmera de ré, entre outros.

Não espere muito da motorização. Ela é dianteira, com 35 cv de potência e 8,6 mkgf de torque, que permitem ao carrinho chegar aos 100 km/h de velocidade máxima. Seu conjunto de baterias, com 16 kWh de capacidade, eleva a autonomia para 201 km no ciclo chinês CLTC, recarregáveis em tomadas de 220V ou eletropostos. O carregador portátil para tomadas residenciais, que carrega 100% da carga em cerca de 8 horas, é equipamento de série.
No mais, o JMEV EV2 aposta numa construção convencional. Tem tração dianteira, com motor ligado ao eixo da frente, enquanto as baterias de tração ocupam a porção traseira do carrinho, próximo ao porta-malas. Por essas e outras, a JMEV declara uma distribuição de peso quase ideal: 51% na traseira e 49% na dianteira. O pacote inclui suspensões tipo McPherson na frente e por eixo de torção na traseira, e freios dianteiros a disco e traseiros a tambor.
Focos da E-Motors
O foco da E-Motors é claro: atrair os olhares de frotistas, motoristas de aplicativos, autoescolas ou locadoras de menor porte. Para isso, já diz ter estoque de peças com os principais componentes trocados em caso de colisão (faróis, lanternas, parachoques, retrovisores, vidros e afins), e já há seguro disponível, inclusive pela própria importadora. A sede da empresa é em Pedro Leopoldo (MG), onde já existe um ponto de venda para o carrinho. Garantia? Prometidos três anos para o carro ou oito anos para baterias.
JMEV EV3 chega depois

Além do JMEV EV2, outro que vem aí, também pelas mãos da E-Motors, é o JMEV EV3, seu irmão maior e mais chique. Já chega aos 3,72 m de comprimento e 1,53 m de altura, com entre-eixos próximo de 2,40 m, números ainda de hatches subcompactos. Esse, que virá em versão única Comfort por prometidos R$ 100 mil, já é mais completo, com direito a volante multifuncional, multimídia maior, ar-condicionado digital, chave presencial, partida por botão e mais.

Ele virá depois com motor elétrico de quase 70 cv de potência e 12,7 mkgf de torque, baterias de tração com 30,2 kWh de capacidade e 330 km de autonomia pelo ciclo chinês CLTC. O esquema de vendas, estoque de peças e garantia devem ser iguais aos do EV2, seu irmão mais barato.
Elétrico manual!
De qualquer forma, a E-Motors promete alguns diferenciais interessantes para os JMEV, como opção de adaptação de um câmbio manual ao conjunto, que deve simular a condução de um carro a combustão. Terá alavanca de transmissão com cinco velocidades simuladas, pedal de embreagem e outras adaptações (como pedaleira do lado direito), com foco total nas autoescolas. Segundo a importadora, o sistema, criado e adaptado aqui no Brasil, pode até fazer o carro morrer caso o condutor faça alguma barbeiragem. No mínimo, curioso…












