Jeep Avenger 2027 começa a ser produzido, e escancara ócio em fábrica de Porto Real

O Jeep Avenger começou a ser produzido em série em Porto Real (RJ), fábrica de onde também saem os Citroën C3, Basalt e Aircross. O novo SUV pequeno, rival de Renault Kardian, Chevrolet Sonic, VW Nivus, Fiat Pulse e afins, será o produto mais barato da Jeep no mercado brasileiro, e obrigou a abertura de um segundo turno na planta do Rio de Janeiro, com a contratação de 800 novos colaboradores diretos e 450 empregos criados.
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Citroën tímida no Brasil
Porém, o fato de a planta trabalhar com apenas um turno (não especificado se o da manhã, tarde ou noite) escancara seu ócio, e também a baixa demanda produtiva dos três modelos da Citroën. A marca francesa, que também exporta sua trinca de modelos para vários países sul-americanos, emplacou apenas 2.260 carros em junho, o que indica participação de mercado de apenas 1,06%, de acordo com a Fenabrave. Em maio, tiveram um mês melhor, com mais de 4,3 mil carros e 2,01% de share. Os comerciais leves (furgões Jumpy e Jumper, importados) registraram 0,54% e 0,60% de participação em maio e junho, respectivamente.
Vendas
De qualquer forma, de fato os carros da marca francesa estão em tempos difíceis por aqui. O hatch compacto C3, mesmo com preços atraentes, bom pacote de equipamentos e promoções constantes, não foi muito além dos 1,1 mil exemplares emplacados em junho, enquanto o líder do segmento, VW Polo, beirou as 11 mil vendas no mesmo período.

O SUV coupé Basalt rondou os 930 emplacamentos, número também extremamente tímido para a categoria. Por fim, a minivan Aircross sequer apareceu dentre os 50 modelos mais vendidos do Brasil em junho no ranking geral, aparecendo apenas na lista das vendas diretas no acumulado do ano (entre janeiro e junho), ainda assim na 49ª posição, com pífias 1.112 unidades.
Jeep Avenger deve emplacar mais que os Citroën

A expectativa é que o Jeep Avenger, que promete vender mais que os três Citroën juntos, preencha o ócio de Porto Real (RJ) com tranquilidade. A fábrica, aliás, é capaz de fazer até 130 mil exemplares por ano, número que passa longe da produção real de C3, Basalt e Aircross. O carro deve chegar ao mercado dentro das próximas semanas, rondando os 4,1 m de comprimento, e trará plataforma CMP modular, justamente a mesma dos Citroën, o que explica a produção no Rio de Janeiro.

Motorização e conteúdo de série
Sua motorização será sempre a mesma, 1.0 turboflex de três cilindros e injeção direta, com potência recalibrada para 116 cv por questões tributárias (com gasolina ou etanol), mantendo os 20,4 mkgf de torque. A tecnologia híbrida-leve de 12 Volts estará presente em toda a linha do Jeep Avenger, rendendo seus 4 cv e 1 mkgf extras ao conjunto, e prometendo consumo mais baixo e menos emissões de poluentes. De quebra, esse sistema ainda libera o Jeep Avenger do rodízio de veículos em São Paulo, e permite benefícios de IPVA em alguns locais do Brasil.
De série, trará bom pacote de tecnologias, com direito a pacote ADAS dos mais completos dentre a gama Jeep, iluminação ambiente em LED personalizável, freios a disco nas quatro rodas, conjunto óptico em LED, instrumentação digital, multimídia de bom tamanho, comandos de voz com Chat GPT e afins. A estimativa de preços é a mesma dos rivais: deverá começar ao redor dos R$ 120 mil, chegando aos R$ 150 mil ou R$ 160 mil nas opções mais caras e completas.












