Jeep Avenger 2027 é colocado como forte concorrente entre SUVs de entrada

Jeep Avenger 2027 - Foto: divulgação

Jeep Avenger é o principal lançamento da marca nos últimos cinco anos e ocupa uma posição abaixo do Renegade, mas certamente fará crescer a participação de mercado da marca. Suas dimensões o colocam numa posição de SUV subcompacto, fácil de estacionar, com bom ângulo de entrada (22°), central (21°) e saída (33,9°), além de vão livre do solo de 221 mm.

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Jeep Avenger 2027 – Foto: divulgação

As outras dimensões do Jeep Avenger (mm): comprimento, 4.084; largura, 1.776 (1.981 mm com espelhos); entre-eixos, 2.557; altura, 1.583. Espaço no banco traseiro é limitado, embora compatível com sua proposta. Porta-malas de 321 L não está entre seus pontos fortes, mesmo com estepe de uso emergencial, mas há 28 L de porta-objetos internos. Rodas de liga leve de 16, 17 ou 18 pol. 

Jeep Avenger 2027 - Foto: divulgação
Jeep Avenger 2027 – Foto: divulgação

Como é o Jeep Avenger 2027?

O estilo do Jeep Avenger preserva a tradicional grade de sete fendas, faróis embutidos para maior proteção (Matrix, nas versões mais caras), para-choques proeminentes e caixas de rodas trapezoidais. Teto solar elétrico opcional, nas versões Longitude e Limited. A cabine traz painel com textura agradável e central multimídia de formato bem estreito com tela de 10 pol. (compatível com Android Auto e Apple CarPlay, sem fio). Pacote de assistências ao motorista (ADAS, Nível 2), exclusivo neste segmento de SUVs, inclui controle de cruzeiro adaptativo com centralizador de faixa e frenagem autônoma de emergência. 

Motorização

Motor do Jeep Avenger é o T200, flex, 1 litro, 116 cv, 20,4 kgf·m com sistema semi-híbrido de 12 V que melhora discretamente o desempenho em arrancadas e retomadas, proporciona partidas mais silenciosas, além de garantir isenção de IPVA em alguns Estados e isenção de rodízio na capital paulista. Câmbio automatizado CVT, sete marchas. Há três versões: Altitude, Longitude e Limited. Embora sem tração 4×4, conta com o gerenciador eletrônico Selec-Terrain e assistente em descida íngreme. Freio de estacionamento elétrico, mas sem auto-hold. 

Jeep Avenger 2027 – Foto: divulgação

Devido aos seus 1.253 kg, a versão de entrada Altitude do Jeep Avenger acelera de 0 a 100 km/h em 10,7/10,3 s (G/E). Consumo de combustível homologado Inmetro (G/E): cidade 12,7/8,8 km/l e estrada, 13,5/9,4 km. Na viagem de teste para primeiras impressões, mostrou desempenho compatível com a proposta, que visa a concorrentes como Kardian, Kait, Sonic e Tera (WR-V também, porém mais caro). Há breve letargia nas retomadas, sem comprometer dirigibilidade ou atrapalhar ultrapassagens. Silêncio de marcha está entre as qualidades do Jeep Avenger, além do acerto das suspensões com ótima relação entre conforto e estabilidade. 

Preços: R$ 119.990 a R$ 145.990. 

Balanço do 34º Congresso Fenabrave

Foto: Fenabrave/divulgação

Foram três dias de análises, debates e previsões, encerrados no último dia 19, de um setor dos mais importantes na economia brasileira. Fenabrave representa 8.523 concessionárias de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, tratores e implementos rodoviários. Resultados de vendas têm surpreendido e as previsões do início do ano foram revistas para cima. 

Somente no segmento de autos e comerciais leves o crescimento foi de 18,7%: 1.726.644 unidades vendidas, contra 1.454.044 em 2025. Houve forte movimento de antecipação de compras no primeiro semestre por parte das locadoras. Previsão agora aponta para um avanço menor, de 8,8% no fechamento do ano, ainda um bom resultado. 

Mercado de carros
Pátio de carros da VW em São Bernardo do Campo – Foto: divulgação

Arcélio dos Santos Júnior, presidente da entidade, lembrou que programas de incentivos governamentais ofereceram condições melhores de financiamento, mas já se esgotaram ou beneficiaram poucos novos compradores entre taxistas e carros de aplicativos por razões cadastrais. 

Do total de associadas, 1.380 concessionárias representam 15 marcas chinesas (até agora, sem contar breve chegada da BAIC), 16,8% do total. Este rápido avanço provocou deflação nos preços dos carros novos e dos usados seminovos, devido ao aumento da competição no setor. “Isso faz parte do negócio e obrigou marcas tradicionais no mercado a se movimentarem. A redução nos preços dos novos também se refletiu nos usados, que estão abaixo da tabela da Fipe. Mas o setor está reagindo bem a este novo desafio”, acrescentou. 

Impressões: BMW iX3 50 xDrive destaca ímpeto para acelerar

BMW iX3 - Foto: divulgação
BMW iX3 – Foto: divulgação

Ideia central da marca alemã é combinar a tradição da BMW em dinâmica de condução à eficiência e respostas instantâneas de um veículo elétrico. O SUV iX3 50 xDrive M Sport, sua identificação completa, vai muito bem nestes quesitos ao entregar acelerações lineares e vigorosas, além de acertos dinâmicos que se destacaram em uma primeira avaliação de São Paulo a Brotas (SP), no Raceville Speed Club. 

BMW iX3 – Foto: divulgação

Seu estilo, mais arrojado, o diferencia de forma notável dos modelos tradicionais de motor a combustão, embora a conhecida grade vertical, no formato de duplo rim, o identifique claramente. Rodas são de 21 pol. e as maçanetas, embutidas. Destaque para o porta-malas de 520 L e mais 58 L sob o capô. Interior também foge do convencional, em especial pelo desenho do volante, da central multimídia retangular de 17,9 pol. e um largo mostrador horizontal na base do para-brisa com várias informações visíveis a todos os ocupantes. 

Os motores dianteiro e traseiro totalizam 469 cv e 47,8 kgf·m, sendo que o traseiro tem quase o dobro de potência e torque do dianteiro. Há um novo tipo de bateria de células cilíndricas e capacidade de 108,7 kWh. Admite recarga com potência de até 400 kW, tempo de 10% a 80% é de 21 minutos e alcance médio (cidade/estrada) de 570 km, o maior do mercado pelo padrão Inmetro.  

Ao aliviar o acelerador, o sistema pode recuperar parte da energia cinética e transformá-la novamente em energia elétrica para a bateria. Isso permite utilizar bastante o chamado “one pedal”, reduzindo a necessidade de usar o pedal do freio em situações de tráfego lento. Como todo carro elétrico, impressiona a rapidez das respostas. Isto significa acelerações bastante lineares e vigorosas: 0 a 100 km/h em 4,9 s, apesar de sua impressionante massa de 2.285 kg. Mesmo sendo um SUV, o iX3 apresenta comportamento característico de um BMW, tanto em curvas, quanto em mudanças rápidas de trajetória. 

GAC GS9 Ultra: grande e pesado, porém ágil

GAC GS9 – Foto: divulgação

Entre tantos SUVs que o mercado brasileiro não para de receber, ainda há espaço para um nicho em que a GAC encaixa bem o GS9 Ultra. São três fileiras de bancos duplos para motorista e cinco passageiros (arranjo 2+2+2, já visto em outro modelo chinês, o Wey 07), além de um conjunto mecânico diferenciado. Dimensões realmente avantajadas, só um pouco inferiores ao modelo da GWM (mm): comprimento, 5.060; entre-eixos, 2.930; largura, 1.950; altura, 1.760. Sua massa é de nada menos que 2.365 kg. 

GAC GS9 – Foto: divulgação

Formato de linhas retas da carroceria segue a moda e na traseira chama atenção o desenho das lanternas interligadas e descendentes nas extremidades. Rodas de 20 pol. têm desenho (duas opões) bem elaborado e o porta-malas (sem padrão indicado pelo fabricante) oferece volume entre 255 e 1.005 L. No interior há uma grande tela multimídia (15,6 pol.), carregador de celular de 50W e 21 alto-falantes. Segunda fileira de bancos reclináveis conta com massagem, saídas de ar quente e frio e até mesinhas a exemplo dos aviões. 

GAC GS9 – Foto: divulgação

Destaque em segurança para os nove airbags, incluindo um central entre os bancos dianteiros e o pacote Adas (nível 2,5) com câmera de visão 540° e de detecção de objeto no ponto cego, entre outros. 

Motor turbo 1,5 L, gasolina, 160 cv, 21,4 kgf·m e mais dois elétricos, sendo o dianteiro de 231 cv, 25,5 kgf·m e o traseiro de 109 cv, 16,8 kgf·m. São 500 cv e 62,5 kgf·m (há dúvidas na forma de cálculo pelo fabricante), o que permite acelerar de 0 a 100 km/h em 5,9 s. Alcance médio (urbano/rodoviário) no modo elétrico e bateria de 44,5 kWh é de 114 km, padrão Inmetro. Na realidade, enquadra-se tecnicamente como elétrico de alcance estendido pelo motor a combustão e também recarregável em tomadas.  

No primeiro contato, em trajeto curto de 40 km, o GS9 destacou-se pelo silêncio de marcha e respostas muito boas ao acelerador. De início, só atuam os dois motores elétricos e, se mais exigido, o motor a combustão. Nas curvas, o tamanho e sua massa elevados exigem atenção, entretanto sem sustos. Freios bem dimensionados para um veículo de quase duas toneladas e meia. Suspensões um pouco mais firmes seriam o ideal. 

Preço: R$ 399.990. 

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Fernando Calmon é jornalista automobilístico desde 1967. Edita a coluna semanal sobre automóveis que leva o seu nome, iniciada em 1999 e reproduzida hoje em mais de 70 jornais, sites, blogs e revistas de norte a sul. Também foi correspondente do portal inglês just-auto.com e diretor de redação das revistas Autoesporte (por dois períodos) e Top Carros. Iniciou sua carreira com o automobilismo na TV Tupi (programa Grand Prix) e depois no Primeira Fila (em quatro redes).