GWM Tank 400 tem mais de 1.100 km de autonomia e já roda no Brasil

Foto de capa: reprodução/@gersonborini no Instagram
Depois de especulações, é a hora da confirmação por flagras: o GWM Tank 400, mais um SUV off-road para combater o Toyota SW4, já roda em testes avançados pelo Brasil. O flagra, feito pelo editor de testes do AutoEntusiastas, Gerson Borini (@gersonborini), mostra o modelo desfilando com pouca camuflagem pela Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, indicando que sua chegada ao mercado nacional não deve demorar.
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GWM Tank 400 é grandalhão
O GWM Tank 400 é uma espécie de irmão maior do Tank 300, com cinco lugares e tamanho mais parrudo: adota linguagem visual distinta, com traços mais retos e sérios, sem a pegada arredondada do 300. Ele beira os 5 metros de comprimento, 2 metros de largura, com 1,90 m de altura e 2,85 m de distância entre-eixos. Atrás, seu estepe com pneus de uso misto vai pendurado na tampa do porta-malas que, aliás, tem abertura para o lado, como no Tank 300, e oferece mais de 1.800 litros de capacidade com o banco traseiro rebatido.
PHEV, a gasolina ou turbodiesel
Um de seus diferenciais é apostar na motorização híbrida plug-in a gasolina. Na China, é oferecido com um 2.0 turbo sob o capô, que poderá se tornar flex, e rende cerca de 250 cv de potência e 39 mkgf de torque. Ele pode estar aliado a um ou dois motores elétricos de tração, dependendo da versão. Todas são 4×4, afinal o motor elétrico principal é sempre ligado ao eixo traseiro, podendo receber reforço de outro instalado no eixo dianteiro.

Segundo a GWM, na versão PHEV mais poderosa, de dois motores elétricos mais o 2.0 turbo, ele é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 4,5 segundos com baterias carregadas, ou 5,8s caso esteja com as baterias descarregadas. Elas, inclusive, podem ter 37 kWh de capacidade nas versões mais simples (105 km de autonomia elétrica – ciclo CLTC), ou 60 kWh de capacidade nas mais completas (200 km de autonomia elétrica – ciclo CLTC). Com tanque cheio e bateria carregada, o GWM Tank 400 registra exatos 1.128 km de autonomia combinada, promete a fabricante chinesa.

Além das versões PHEV, o GWM Tank 400 ainda pode ter versões turbodiesel ou a gasolina, sem eletrificação. No primeiro caso, falamos do mesmo 2.4 turbodiesel dos Haval H9 ou Poer P30 vendidos por aqui, enquanto o segundo inclui apenas o motor 2.0 turbo a gasolina, sem os elétricos. De qualquer forma, a transmissão pode ser dedicada a híbridos (caso das PHEV), ou a automática de nove marchas convencional (turbodiesel e 2.0T). Em toda a linha estão tração 4×4 com reduzida, bloqueio de diferencial, seletor de tipos de terreno e afins. Vale falar que ele não é monobloco, mas aposta na construção com chassi e carroceria separados.

Luxuoso e completão
Espaçoso, parrudo e luxuoso, o GWM Tank 400 não foge à regra no pacote de equipamentos, bastante completo. Dependendo do mercado, pode ter até pacote ADAS com LiDAR, bancos com ajustes elétricos e climatização, função de massagem para motorista e copiloto, instrumentação digital de 12,3 pol., multimídia de 15,6 pol., iluminação ambiente em LED personalizável, retrovisor interno com câmera, head-up display, sistema de som assinado, ar digital automático de três zonas, geladeira sob o console central, carregador de celular sem fio para dois aparelhos, e até uma tela de entretenimento traseira de 15,6 pol., instalada no teto.
Mais refinado
A pegada do GWM Tank 400 no mercado brasileiro deve ser de luxo e requinte, para ficar acima dos Tank 300 e Haval H9. É possível que ele tenha opções turbodiesel ou PHEV no mercado nacional, dependendo da estratégia da GWM, mas a missão é sempre a de peitar SUVs off-road mais convencionais, como Toyota SW4, Chevrolet Trailblazer e por aí vai. Lançamento? Espera-se que o novo modelo dê as caras ao longo do segundo semestre de 2026.













