Frenagem autônoma de emergência estará em todos os carros nacionais a partir de 2029

Frenagem autônoma de emergência - Foto: Hyundai/divulgação

O sistema de frenagem autônoma de emergência de série vai se tornar realidade para todo carro 0 km vendido no Brasil. Ao menos, esse é o plano de uma minuta de resolução em discussão no Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece a obrigatoriedade do sistema de frenagem autônoma de emergência (AEBS, na sigla em inglês) para veículos das categorias M e N, grupo que engloba automóveis de passeio, SUVs, picapes, vans e caminhões.

Leia mais: Avaliação: VW Tera MPI 2026 não é SUV, mas e daí?

Frenagem autônoma de emergência – Foto: Latin NCap

Carros 0 km com frenagem autônoma de emergência

Na prática, a medida fará com que carros novos vendidos no mercado brasileiro passem a contar com uma tecnologia capaz de identificar situações de colisão iminente e acionar os freios automaticamente quando o motorista não reage a tempo. É o chamado sistema de frenagem autônoma de emergência, que, em parte dos casos, vem acompanhado do alerta de colisão frontal. Outros assistentes de condução comuns, como alerta de saída de faixa ou monitores de ponto-cego, não entraram na pauta do Contran.

Frenagem autônoma de emergência – Foto: Honda/divulgação

Segundo o texto, os novos projetos de automóveis e comerciais leves registrados no país já deverão atender à exigência desde 1º de janeiro de 2026, o que explica a presença de tais itens em modelos de entrada, como o Hyundai I20 Comfort, por exemplo. A mudança mais significativa, porém, ocorrerá em 1º de janeiro de 2029, quando a obrigatoriedade do sistema de frenagem autônoma de emergência passará a valer para todos os veículos novos produzidos ou importados, independentemente da data de desenvolvimento do projeto. Ou seja: mesmo projetos antigos contarão com a tecnologia de frenagem autônoma de emergência de série.

Condições

Frenagem autônoma de emergência – Foto: Hyundai/divulgação

De acordo com a proposta, o sistema deverá ser capaz de monitorar o tráfego à frente do veículo, emitir alertas ao motorista e, se necessário, realizar uma frenagem automática de emergência para evitar ou reduzir os efeitos de uma colisão. Os requisitos técnicos preveem que o alerta de colisão seja emitido por pelo menos dois meios de comunicação com o condutor, podendo combinar sinais sonoros, visuais e táteis. Caso o motorista não tome nenhuma ação, o sistema deverá acionar automaticamente os freios.

A regulamentação também estabelece critérios mínimos de desempenho. Entre eles, a capacidade de reconhecer veículos em movimento ou parados à frente do automóvel e reduzir significativamente a velocidade antes de um possível impacto. Outra etapa da implementação ocorrerá em 2031, quando todos os modelos também deverão comprovar desempenho em testes envolvendo obstáculos fixos, como veículos estacionados na via.

Seguindo outros países

Frenagem autônoma de emergência – Foto: VW/divulgação

A adoção obrigatória do AEBS aproxima o Brasil de padrões internacionais já adotados em diversos mercados, como o de boa parte da Europa ou dos EUA, por exemplo. Atualmente, a tecnologia está presente principalmente em modelos mais sofisticados ou versões de maior valor agregado, normalmente integrada aos chamados sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), que também incluem os controles de faixa, alertas de ponto-cego e afins. Com a nova exigência, a expectativa é que o recurso se torne gradualmente comum em praticamente todos os veículos novos comercializados no país, antes mesmo da obrigatoriedade total do equipamento de segurança.

Compartilhar:
Com 23 anos, está envolvido com o meio automotivo desde que se conhece por gente através do pai, Douglas Mendonça. Trabalha oficialmente com carros desde os 17 anos, tendo começado em 2019, mas bem antes disso já ajudava o pai com matérias e outros trabalhos envolvendo carros, veículos, motores, mecânica e por aí vai. No Carros&Garagem produz as avaliações, notícias, coberturas de lançamentos, novidades, segredos e outros, além de produzir fotos, manter a estética, cuidar da diagramação e ilustração de todo o conteúdo do site.