Ford Ranger PHEV estreia flex em 2027, e poderá ser muito mais potente

Já confirmada pela fabricante norte-americana, a Ford Ranger PHEV, híbrida plug-in, será lançada em 2027 no mercado brasileiro. Produzida também na planta de General Pacheco (Argentina), ela compartilhará o local de produção com suas irmãs turbodiesel, mas trocará a motorização por outra mais eficiente, eletrificada. Deverá ser nossa segunda picape híbrida plug-in (depois da BYD Shark), e também a primeira com motorização flex, que estaria sendo desenvolvida pela Ford.
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Ford Ranger PHEV será a melhor, diz presidente
A Ford Ranger PHEV será a melhor versão da picape já fabricada na região, de acordo com Martin Galdeano, presidente da Ford América do Sul: “ela trará uma combinação inigualável de performance e eficiência, com maior economia de combustível e menos emissões, sem perder a robustez e capacidade de carga, rodagem off-road e reboque da Ranger que os clientes já conhecem”. A produção na Argentina, aliás, começa em 2027.
Visual

Visualmente, a Ford Ranger PHEV se diferencia apenas pela tampa extra na lateral traseira esquerda, onde vai a tomada para recarga das baterias. Do outro lado está o bocal do combustível, como nas versões turbodiesel. No mais, ela conserva o design existente nessa atual geração desde 2022 no mercado nacional, com dianteira alta e imponente, lateral mais fluída e traseira com lanternas grandes. Por dentro, também não espere revoluções: devem mudar apenas detalhes de acabamento, nada visual. Vale lembrar que, hoje, a picape média da Ford é vice-líder no mercado brasileiro dentro do seu segmento, perdendo apenas para a Toyota Hilux.
Motorização PHEV deverá ser flex

A grande diferença está na motorização, já oferecida em alguns países como Austrália, onde a Ranger é queridinha. No caso da Ford Ranger PHEV, saem de cena os motores turbodiesel para aparecer um 2.3 de quatro cilindros em linha, parente daquele que equipou o sedan grande Fusion por aqui durante algum tempo. Ele, que deverá ser relançado como flex, queimando também etanol, trabalha junto de um motor elétrico traseiro, garantindo tração nas quatro rodas. Na Austrália, o conjunto rende cerca de 280 cv de potência com torque próximo dos 70 mkgf.

Porém, de acordo com apurações da Revista AutoEsporte, é possível que, por aqui, a picape ganha um belo boost de potência, para não ficar longe da BYD Shark, sua arquirrival, que hoje passa dos 430 cv. Esse plus não viria do motor 2.3 a combustão (que, sozinho, entrega quase 190 cv), mas sim do motor elétrico de tração, que, ao invés dos 109 cv da versão australiana, poderia passar dos 200 cv, dependendo. Além disso, a Ford Ranger PHEV, por aqui, poderia assumir um papel de versão destinada à maior força e desempenho, mais ou menos como a Raptor.
Novas calibrações

Para esse upgrade notável de potência, ela deve receber novas calibrações mecânicas de suspensão, direção e freios, se adequando à maior performance da variante sul-americana. Além disso, podem existir mudanças na capacidade de carga (1 tonelada na versão australiana), reboque (3,5 ton. por lá), e afins. Vale contar que a Ford Ranger PHEV conta com tração 4×4 permanente, modo de reduzida, bloqueio do diferencial traseiro e por aí vai. Ela também traz a tecnologia V2L, que permite transformar o carro em um gerador de energia ambulante.

Bateria pode ser maior
Outro ponto passível de mudança é a bateria de tração. No mercado australiano, a Ford Ranger PHEV não chega nem aos 12 kWh de capacidade da bateria, número pra lá de tímido para os padrões brasileiros, especialmente para uma picape média como ela. A BYD Shark vendida por aqui, por exemplo, beira os 30 kWh. Isso poderia garantir autonomia elétrica bem acima dos 43 km da versão australiana. Fora isso, a potência de recarga externa, de 3,5 kW, também deve crescer proporcionalmente ao tamanho da bateria. São melhorias esperadas na versão argentina.

Diferenças de mercado
Vale falar também que, no mercado australiano, a Ford Ranger PHEV é encontrada em diferentes níveis de acabamento, incluindo mais simples, destinados ao trabalho. Por aqui, porém, ela deverá assumir um papel mais chique e refinado, passando longe das versões basiconas da linha, que manterão a motorização turbodiesel. Lá no país dos cangurus, a motorização híbrida plug-in está disponível nas seguintes versões: Sport, XLT, Wildtrak e Stormtrak, sempre com amplo pacote de equipamentos e tecnologias.










