Ford Everest: o que esperar do SUVzão de sete lugares da Ranger?

Parece que a Ford, finalmente, anda cogitando trazer o Everest ao mercado brasileiro. Mas, quem é esse? Basicamente, falamos do SUVzão de sete lugares da Ranger, tal qual o Toyota SW4 deriva da Hilux, Chevrolet Trailblazer vem da S10 e Mitsubishi Pajero Sport é “cria” da L200. O modelo da Ford não é novidade: já está na sua terceira geração, e é produzido há mais de duas décadas. A atual geração, alinhada com a Nova Ranger vendida no mercado brasileiro, está mais próxima do que nunca: tem sua pré-venda iniciada na Argentina agora em março.
Difícil explicar a demora para vender o SUVzão no Brasil, mas talvez a espera esteja chegando ao fim: o Everest pode estar no meio das dez novidades prometidas pela marca para o mercado nacional durante o ano de 2025. Mustang com câmbio manual, Ranger cabine simples, e reestilizações de Territory, Bronco Sport e Maverick também entram para a conta.

Por enquanto, os carros que chegam no país dos hermanos são fabricados na planta de Rayong, na Tailândia, ao lado da Ranger Raptor. Porém, de acordo com a imprensa argentina, a marca do Oval Azul cogita produzir o SUVzão na planta de Pacheco, de onde já saem as Ranger vendidas por aqui. O mercado para o Everest no Brasil é promissor, ainda mais considerando o sucesso da picape em solo nacional, atual vice-líder na sua categoria.

O Everest é grande, passando inclusive o SW4 nas dimensões da carroceria: mais de 4,90 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,84 m de altura e entre-eixos de 2,90 m. O porta-malas declarado pela Ford chega a surpreender com quase 900 litros na configuração de cinco lugares, ou cerca de 260 litros com todas as fileiras de assentos montadas. Supera, com folga, os rivais. Lembrando que falamos de um SUV “raiz”, com carroceria separada do chassi tipo escada, e não monobloco.
No mais, é similar à picape média que lhe dá origem, inclusive no design frontal (com exceção de detalhes no parachoque) e interior. Só ganha linhas completamente inéditas da coluna B para trás, assumindo a forma de utilitário esportivo grande. Se comparado com a Ranger, também se iguala na capacidade do tanque de combustível (80 litros) e concepção das suspensões dianteiras (Duplo A). Para as rodas traseiras, ao invés do robusto e desconfortável feixe de molas da picape, está um eixo rígido com molas helicoidais, mais macio e dinamicamente apurado. No mercado argentino, os freios são a disco nas quatro rodas.

Na motorização, a opção mais condizente com o mercado brasileiro é o V6 turbodiesel 3.0, com 250 cv de potência e 61,2 mkgf de torque, operando em conjunto com a transmissão automática de dez velocidades. Na Ranger, esse conjunto motor/câmbio é sempre acompanhado da tração 4WD com função de reduzida. Tal powertrain, vale falar, já existe no Everest comercializado na Austrália. Seguindo os parâmetros da Nova Ranger V6, que é cerca de 250 kg mais leve que o SUV, podemos esperar uma aceleração de 0 a 100 km/h ao redor dos 9,5 segundos, com velocidade máxima próxima dos 185 km/h.
Chegando importado, também há grandes chances de o SUVzão da Ford vir em versão única, a mais completa, assim como acontece com outros utilitários da marca. Na Argentina, a versão única é a Titanium, algo como um degrau abaixo da Limited da Nova Ranger. O pacote de equipamentos não diferente muito daquele encontrado na picape, focando na tecnologia dos diversos assistentes de condução, painel de instrumentos digital de 12,4”, rodas de liga-leve aro 20 com pneus de uso misto, câmeras 360º, ar-condicionado digital automático dual zone, multimídia vertical de 12”, banco do motorista com ajustes elétricos e por aí vai.

Na Argentina, o Everest traz como destaques rebatimento elétrico dos bancos da terceira fileira, iluminação 360º do exterior do veículo, teto-solar panorâmico, bancos em couro sintético, bancos dianteiros com ajustes elétricos e aquecimento, saídas de ventilação para as três fileiras de assentos, iluminação ambiente em LED personalizável, porta-luvas refrigerado, retrovisor interno fotocrômico, carregador de celular sem fio e tampa do porta-malas com abertura/fechamento elétricos. Todos itens bem-vindos no Brasil, dada a oferta de conteúdos dos seus rivais.
Quando o assunto é preço, ainda que seja cedo para estimativas, será praticamente impossível cifras abaixo dos R$400 mil. O concorrente mais em conta é o Mitsubishi Pajero Sport, que hoje começa em R$383 mil, chegando aos R$433 mil na opção mais completa. O Chevrolet Trailblazer High Country, versão única, é tabelado em R$392,6 mil, enquanto o Toyota SW4 varia entre R$405 mil e R$460 mil, dependendo da versão.


















