Etanol, gasolina e diesel baixam preço em julho de 2026; GNV sobe

Os preços dos combustíveis voltaram a registrar queda no Brasil durante o mês de julho, com destaque para o etanol hidratado, que apresentou o maior recuo entre os principais combustíveis comercializados no país. É o que revela o mais recente Monitor de Preços de Combustíveis, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Etanol 2,3% mais barato em julho
Segundo o levantamento, o preço médio do etanol caiu 2,3% em relação a junho, chegando a R$ 4,163 por litro. A retração foi superior à observada no diesel comum, que recuou 2,1%, e no diesel S-10, que ficou 1,8% mais barato. As gasolinas também registraram queda, enquanto o GNV foi o único combustível a encerrar o mês em alta.
Com isso, o indicador que mede a competitividade do etanol frente à gasolina atingiu 66,7% na média nacional, o menor patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. Como o percentual permanece abaixo da referência de 70% utilizada pelo mercado, o biocombustível segue sendo economicamente mais vantajoso para proprietários de veículos flex.

Outros combustíveis
Em julho, os preços médios nacionais ficaram em R$ 6,693 por litro para a gasolina comum, R$ 6,821 para a gasolina aditivada, R$ 6,833 para o diesel comum, R$ 6,981 para o diesel S-10 e R$ 4,163 para o etanol hidratado. O GNV, por sua vez, registrou média de R$ 4,846 por metro cúbico.

A pesquisa também mostra que os menores preços do etanol foram encontrados em estados tradicionalmente ligados à produção sucroenergética. Mato Grosso liderou o ranking, com média de R$ 3,847 por litro, seguido por São Paulo, com R$ 3,870. Distrito Federal e Mato Grosso do Sul aparecem na sequência, ambos com valores abaixo da média nacional.
No caso da gasolina comum, o Distrito Federal apresentou o menor preço médio do país, de R$ 6,319 por litro. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo completam a lista dos estados com os valores mais baixos para o combustível.

Ainda em alta
Apesar do alívio registrado em julho, os combustíveis ainda acumulam alta em 2026. O diesel S-10 lidera os reajustes no ano, com avanço de 13%, seguido pelo diesel comum, que acumula elevação de 11,6%. A gasolina comum está 6,6% mais cara do que no início do ano, enquanto a gasolina aditivada registra aumento de 6,1%. O etanol é a exceção: graças à maior oferta do biocombustível no mercado interno, o produto acumula queda de 7% em 2026 e também segue mais barato na comparação com julho do ano passado, quando seu preço médio era superior ao atual.

De acordo com a análise da Fipe e da Veloe, a redução observada nos combustíveis reflete fatores como o aumento da oferta de etanol, o comportamento das cotações internacionais do petróleo e a transmissão gradual desses movimentos para o mercado doméstico. Ainda assim, o setor continua sujeito a variáveis como câmbio, oscilações do barril de petróleo e tensões geopolíticas internacionais.








