Economizar combustível: 7 mitos e verdades que todo motorista precisa conhecer

Economizar combustível
Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com gasolina e etanol pesando cada vez mais no orçamento dos brasileiros, muita gente procura formas de economizar combustível no dia a dia. O problema é que várias dicas passadas de geração em geração já não funcionam nos carros modernos e, em alguns casos, podem até comprometer a segurança ou causar desgaste prematuro de componentes.

Leia mais:
Óleo de motor: 5 mitos e 5 verdades sobre o lubrificante

Etanol
Foto: Petrobras/divulgação

Especialistas apontam que a melhor maneira de economizar combustível continua sendo a combinação de manutenção preventiva, pneus calibrados e atenção aos preços praticados pelos postos. Mas o que realmente ajuda a economizar combustível e o que não passa de mito? Confira:

1. Pneus calibrados ajudam a economizar combustível?

Verdade. Quando os pneus estão abaixo da pressão recomendada pelo fabricante, a resistência ao rolamento aumenta. Na prática, o motor precisa fazer mais esforço para movimentar o veículo, elevando o consumo. Por isso, conferir a calibragem regularmente é uma das medidas mais simples e eficientes para quem deseja economizar combustível.

A calibração frequente e correta é outra regra básica do jogo (Foto: reprodução/Freepik)

2. Velas de ignição gastas aumentam o consumo?

Verdade. As velas são responsáveis pela queima da mistura de ar e combustível dentro do motor. Quando estão desgastadas, a combustão se torna menos eficiente, prejudicando o desempenho e aumentando o consumo. Além disso, o problema pode causar falhas de funcionamento e até danos a outros componentes do sistema. Ou seja: é algo totalmente contra a missão de economizar combustível.

Velas de ignição – Foto: reprodução/Freepik

3. Descer ladeiras em ponto morto reduz o consumo?

Mito. Essa é uma das crenças mais antigas entre os motoristas. Nos carros atuais, equipados com injeção eletrônica, a central pode interromper a injeção de combustível durante desacelerações com uma marcha engatada. Ou seja, além de não gerar economia, trafegar em ponto morto reduz o controle do veículo e aumenta os riscos em situações de emergência.

Tráfego nas rodovias
Rodovias Bandeirantes e Anhanguera – Foto Marcos Santos/USP Imagens

4. Carro mais pesado consome mais combustível?

Verdade. Quanto maior o peso transportado, maior será o esforço exigido do motor. Bagagens desnecessárias, objetos esquecidos no porta-malas e excesso de carga acabam influenciando diretamente no consumo. Por isso, vale a pena retirar itens que não estejam sendo utilizados, para economizar combustível.

Chevrolet Onix Premier 2024 – Foto: Lucca Mendonça

5. Filtro de ar sujo faz o carro gastar mais?

Verdade. O filtro de ar impede a entrada de impurezas no motor. Quando está saturado, dificulta a passagem do ar necessário para a combustão. Embora os sistemas eletrônicos modernos consigam compensar parte dessa condição, o desempenho pode cair e o consumo aumentar, situações totalmente contra a missão de economizar combustível.

Filtro de ar do Ford Mustang Mach-1 – Foto: Lucca Mendonça

6. Gasolina aditivada rende mais?

Mito. A gasolina aditivada possui detergentes e dispersantes que ajudam a manter limpo o sistema de alimentação do veículo. Porém, isso não significa ganho imediato de autonomia ou redução automática do consumo, nem tampouco seu uso é uma forma rápida de economizar combustível. Sua principal vantagem está relacionada à conservação dos componentes ao longo do tempo.

Foto: Gerson Klaina/Tribuna

7. Trocar entre etanol e gasolina exige adaptação do carro?

Verdade. Nos veículos flex, a central eletrônica precisa identificar a nova mistura presente no tanque para ajustar parâmetros como injeção e ponto de ignição. Esse processo costuma ocorrer após alguns quilômetros de uso, normalmente entre 5 e 15 km, dependendo do modelo.

VW Polo Track 2026 – Foto: divulgação

Afinal, etanol ou gasolina?

A famosa regra dos 70% continua sendo uma referência importante para veículos flex. Se o preço do etanol representar até 70% do valor da gasolina, o biocombustível tende a ser mais vantajoso. Entretanto, essa conta não é absoluta. Motores flex mais modernos conseguem aproveitar melhor o etanol e podem apresentar vantagem econômica mesmo quando o combustível custa 72%, 73% ou até 75% do valor da gasolina. Por isso, a melhor forma de decidir é acompanhar o consumo real do veículo ou consultar os dados de eficiência divulgados pelo fabricante.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Cada modelo tem um desempenho diferente. Motores flex de última geração, por exemplo, aproveitam melhor o etanol, sendo vantajoso mesmo a 72%, 73% ou 75% do preço da gasolina. Portanto, a forma mais precisa de decidir é consultar o consumo do veículo informado pelo fabricante ou acompanhar o consumo real do veículo. Na dúvida, converse com um especialista durante a revisão”, explica Claudio Santos, proprietário da Blumo Mecânica Automotiva.

Compartilhar:
Com 25 anos, está envolvido com o meio automotivo desde que se conhece por gente através do pai, Douglas Mendonça. Trabalha oficialmente com carros desde os 17 anos, tendo começado em 2019, mas bem antes disso já ajudava o pai com matérias e outros trabalhos envolvendo carros, veículos, motores, mecânica e por aí vai. No Carros&Garagem produz as avaliações, notícias, coberturas de lançamentos, novidades, segredos e outros, além de produzir fotos, manter a estética, cuidar da diagramação e ilustração de todo o conteúdo do site.