Economizar combustível: 7 mitos e verdades que todo motorista precisa conhecer

Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com gasolina e etanol pesando cada vez mais no orçamento dos brasileiros, muita gente procura formas de economizar combustível no dia a dia. O problema é que várias dicas passadas de geração em geração já não funcionam nos carros modernos e, em alguns casos, podem até comprometer a segurança ou causar desgaste prematuro de componentes.
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Especialistas apontam que a melhor maneira de economizar combustível continua sendo a combinação de manutenção preventiva, pneus calibrados e atenção aos preços praticados pelos postos. Mas o que realmente ajuda a economizar combustível e o que não passa de mito? Confira:
1. Pneus calibrados ajudam a economizar combustível?
Verdade. Quando os pneus estão abaixo da pressão recomendada pelo fabricante, a resistência ao rolamento aumenta. Na prática, o motor precisa fazer mais esforço para movimentar o veículo, elevando o consumo. Por isso, conferir a calibragem regularmente é uma das medidas mais simples e eficientes para quem deseja economizar combustível.

2. Velas de ignição gastas aumentam o consumo?
Verdade. As velas são responsáveis pela queima da mistura de ar e combustível dentro do motor. Quando estão desgastadas, a combustão se torna menos eficiente, prejudicando o desempenho e aumentando o consumo. Além disso, o problema pode causar falhas de funcionamento e até danos a outros componentes do sistema. Ou seja: é algo totalmente contra a missão de economizar combustível.

3. Descer ladeiras em ponto morto reduz o consumo?
Mito. Essa é uma das crenças mais antigas entre os motoristas. Nos carros atuais, equipados com injeção eletrônica, a central pode interromper a injeção de combustível durante desacelerações com uma marcha engatada. Ou seja, além de não gerar economia, trafegar em ponto morto reduz o controle do veículo e aumenta os riscos em situações de emergência.

4. Carro mais pesado consome mais combustível?
Verdade. Quanto maior o peso transportado, maior será o esforço exigido do motor. Bagagens desnecessárias, objetos esquecidos no porta-malas e excesso de carga acabam influenciando diretamente no consumo. Por isso, vale a pena retirar itens que não estejam sendo utilizados, para economizar combustível.

5. Filtro de ar sujo faz o carro gastar mais?
Verdade. O filtro de ar impede a entrada de impurezas no motor. Quando está saturado, dificulta a passagem do ar necessário para a combustão. Embora os sistemas eletrônicos modernos consigam compensar parte dessa condição, o desempenho pode cair e o consumo aumentar, situações totalmente contra a missão de economizar combustível.

6. Gasolina aditivada rende mais?
Mito. A gasolina aditivada possui detergentes e dispersantes que ajudam a manter limpo o sistema de alimentação do veículo. Porém, isso não significa ganho imediato de autonomia ou redução automática do consumo, nem tampouco seu uso é uma forma rápida de economizar combustível. Sua principal vantagem está relacionada à conservação dos componentes ao longo do tempo.

7. Trocar entre etanol e gasolina exige adaptação do carro?
Verdade. Nos veículos flex, a central eletrônica precisa identificar a nova mistura presente no tanque para ajustar parâmetros como injeção e ponto de ignição. Esse processo costuma ocorrer após alguns quilômetros de uso, normalmente entre 5 e 15 km, dependendo do modelo.

Afinal, etanol ou gasolina?
A famosa regra dos 70% continua sendo uma referência importante para veículos flex. Se o preço do etanol representar até 70% do valor da gasolina, o biocombustível tende a ser mais vantajoso. Entretanto, essa conta não é absoluta. Motores flex mais modernos conseguem aproveitar melhor o etanol e podem apresentar vantagem econômica mesmo quando o combustível custa 72%, 73% ou até 75% do valor da gasolina. Por isso, a melhor forma de decidir é acompanhar o consumo real do veículo ou consultar os dados de eficiência divulgados pelo fabricante.

“Cada modelo tem um desempenho diferente. Motores flex de última geração, por exemplo, aproveitam melhor o etanol, sendo vantajoso mesmo a 72%, 73% ou 75% do preço da gasolina. Portanto, a forma mais precisa de decidir é consultar o consumo do veículo informado pelo fabricante ou acompanhar o consumo real do veículo. Na dúvida, converse com um especialista durante a revisão”, explica Claudio Santos, proprietário da Blumo Mecânica Automotiva.








