Dicas para viajar de carro elétrico: o que saber antes de pegar a estrada em 2025

Viajando de carro elétrico

Viajar de carro elétrico ainda é uma experiência relativamente nova para a maioria dos brasileiros. O avanço da infraestrutura de recarga e o aumento na autonomia dos modelos tornaram esse tipo de viagem mais viável, mas ainda exige planejamento. Mesmo com cada vez mais carregadores espalhados pelas estradas, o motorista precisa ter em mente que a rotina de um carro elétrico é diferente da de um veículo a combustão. 

Audi Q6 e-tron – Foto: Audi/divulgação

Viagem de carro elétrico? Planejamento é tudo

O primeiro passo para uma boa viagem de carro elétrico é o planejamento. Antes de pegar a estrada, vale conferir a autonomia real do modelo e entender como ela se comporta fora do ambiente urbano. A maioria dos elétricos é mais eficiente na cidade, por causa da regeneração de energia nas frenagens, e tende a consumir mais em velocidades constantes de rodovia. 

Volvo C40 – Foto: Lucca Mendonça

Saber a distância até o destino e a localização das estações de recarga é essencial. Aplicativos como o PlugShare, ABRAVEi ou o próprio sistema de navegação de algumas montadoras ajudam a mapear os pontos de recarga rápida e lenta ao longo do trajeto. O ideal é calcular uma margem de segurança: planejar as paradas com 20% de carga restante, para evitar sustos caso um carregador esteja fora de serviço ou ocupado. 

JAC E-JS4 – Foto: Lucca Mendonça

Tipos de recarga e tempo de espera 

Outro ponto importante é entender os tipos de carregamento disponíveis. Os carregadores rápidos (DC) são os mais indicados para viagens, pois podem recuperar de 20% a 80% da bateria em cerca de 30 a 40 minutos, dependendo do carro e da potência da estação. Já os carregadores em corrente alternada (AC), comuns em shoppings e hotéis, são úteis para paradas mais longas, mas exigem algumas horas para completar a carga. 

JAC E-JS4 – Foto: Lucca Mendonça

Vale conferir antes de sair se o destino — hotel, pousada ou casa de veraneio — tem ponto de recarga disponível. Em muitos casos, uma tomada de 220 V com aterramento já ajuda a manter o carro elétrico carregando durante a noite. E, claro, é importante levar o cabo portátil original do veículo, que costuma vir no porta-malas, e checar se está em boas condições. 

Carregador portátil de carro elétrico (Foto: Peugeot/divulgação)

Como dirigir para economizar 

A maneira de dirigir faz diferença direta na autonomia. Evitar acelerações fortes, manter velocidade constante e aproveitar o modo de regeneração mais intenso sempre que possível ajuda a estender o alcance. O ar-condicionado e outros sistemas elétricos também consomem energia, então vale ajustar a temperatura e o uso de acessórios de forma equilibrada. 

Megane E-Tech – Foto: Lucca Mendonça

Outra dica é revisar o carro elétrico antes de sair. Pneus calibrados, sistema de freios em ordem e atualizações de software em dia fazem diferença no consumo e no desempenho geral. Em alguns modelos, a própria central multimídia indica o consumo em tempo real e ajuda a ajustar o estilo de condução conforme o percurso. 

Temperatura e relevo contam 

Volvo EX90 – Foto: Volvo/divulgação

O relevo do trajeto influencia diretamente a autonomia. Subidas exigem mais energia do motor, enquanto descidas favorecem a regeneração e ajudam a recuperar parte da carga. Temperaturas muito baixas ou muito altas também afetam a eficiência da bateria, já que o sistema precisa gastar energia extra para manter o conjunto na faixa ideal de operação. 

Fiat 500e – Foto: Lucca Mendonça

Por isso, viagens em regiões serranas ou muito quentes pedem atenção redobrada ao planejamento das paradas. Se possível, evite deixar a bateria chegar a níveis muito baixos nesses trechos, pois a autonomia pode cair mais rapidamente do que o previsto. 

Recarga regenerativa e uso urbano 

Peugeot e-2008 2023 – Foto: Lucca Mendonça

Quem já tem experiência com carro elétrico sabe que o ritmo da cidade é onde eles mais se sentem à vontade. Em percursos curtos, com paradas e retomadas, a regeneração de energia compensa parte do consumo. Na estrada, o cenário muda, e é por isso que a recarga regenerativa se torna ainda mais importante: usar o modo “B” (ou equivalente) durante descidas e frenagens prolongadas ajuda a recuperar alguns quilômetros extras de autonomia. 

Custos e economia na viagem 

BYD Yuan Plus – Foto: Lucca Mendonça

Mesmo com a necessidade de planejar as paradas, o custo de rodar com um carro elétrico ainda é vantajoso. Um modelo compacto, por exemplo, consome cerca de 15 kWh a cada 100 km. Considerando o preço médio de R$ 0,90 por kWh, o gasto fica próximo de R$ 13,50 a cada 100 km. É menos da metade do que um carro a combustão gastaria para percorrer a mesma distância. 

Carregando Volvo XC40 – Foto: Lucca Mendonça

A economia aumenta se as recargas forem feitas em casa, em períodos de tarifa reduzida. Já nos carregadores rápidos de rodovia, o preço pode variar conforme a operadora, mas ainda costuma ser mais baixo do que abastecer com gasolina ou etanol. 

Compartilhar: