Crash-test: Chevrolet Blazer 1996 e 2026 se chocam pelo bem da ciência

Um crash-test (colisão encenada) entre um Chevrolet Blazer 1996 e um Blazer 2026 mostrou de forma clara o quanto a segurança automotiva evoluiu nas últimas três décadas. O teste foi realizado pelo Instituto de Seguros para Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (IIHS) para marcar os 30 anos de seu programa de avaliações de colisão.
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Crash-test revela evolução na segurança automotiva
O crash-test reproduziu uma versão especial do tradicional teste de impacto frontal com sobreposição moderada, um dos mais importantes da história da segurança veicular. O resultado foi um contraste impressionante entre os dois SUVs. No Blazer 2026, a estrutura da cabine permaneceu praticamente intacta, e as medições feitas no manequim indicaram baixo risco de lesões para o motorista, que provavelmente sairia do acidente apenas com ferimentos leves.

Já o crash-test do Blazer 1996, versão norte-americana, apresentou um cenário completamente diferente. O impacto deformou severamente o compartimento dos ocupantes, empurrando painel e coluna de direção para dentro da cabine. Segundo o IIHS, as forças registradas pelos sensores indicam que o motorista teria grandes chances de sofrer lesões graves ou até fatais na cabeça, pescoço e pernas.

Esse crash-test foi usado como exemplo prático para ilustrar os resultados de um estudo divulgado pelo instituto. Segundo a pesquisa, as melhorias implementadas pelas fabricantes em resposta aos testes do IIHS ajudaram a salvar cerca de 48.352 vidas entre 1999 e 2024.

Experimento parecido em 2009
A comparação remete a outro experimento marcante promovido pelo IIHS em 2009. Na ocasião, um Chevrolet Bel Air 1959 foi colocado em rota de colisão contra um Chevrolet Malibu 2009. O teste viralizou mundialmente ao mostrar que a robustez aparente dos carros antigos não se traduz necessariamente em segurança: enquanto o Malibu preservou boa parte da estrutura da cabine e ofereceu proteção significativa aos ocupantes, o Bel Air sofreu deformações severas, evidenciando como décadas de avanços em engenharia, zonas de deformação programada, airbags e cintos de segurança transformaram a proteção veicular.

Melhorias estruturais
De acordo com o levantamento, os maiores ganhos vieram justamente da evolução da proteção em colisões frontais, além dos avanços em impactos laterais e resistência estrutural em capotamentos. Ao longo desse período, as montadoras reforçaram carrocerias, aperfeiçoaram zonas de deformação programada, desenvolveram airbags mais eficientes e ampliaram o uso de tecnologias eletrônicas de segurança.

O estudo também calculou o impacto econômico dessas melhorias. Utilizando os critérios adotados pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos, o IIHS estima que os avanços estimularam uma economia superior a US$ 538 bilhões para a sociedade. Quando esse tipo de crash-test frontal foi criado, em 1995, poucos veículos conseguiam bons resultados. O próprio Chevrolet Blazer da época recebeu classificação “ruim” nas avaliações do instituto. Hoje, praticamente todos os modelos modernos são projetados para atender padrões muito mais rigorosos de proteção.

Para o IIHS, a comparação entre os dois SUVs desmonta a ideia de que carros antigos eram mais seguros por serem mais robustos. Na prática, a engenharia moderna transformou completamente a forma como os veículos absorvem impactos e protegem seus ocupantes, tornando os automóveis atuais significativamente mais seguros do que os de décadas passadas.
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