Chevrolet: Como serão os novos Onix e Prisma que chegam ano que vem

Anote: a Chevrolet blefou e não vai embora do Brasil, Cobalt está com os dias contados e, além disso, a GM prepara os novos Prisma e Onix. Sim, se mexe em time que está ganhando. Enquanto isso, a Chevrolet está apresentando dois sedãs na China, e um deles acena com grande interesse para os brasileiros: O Onix (foto abaixo), que expande para além de nossas fronteiras o nome usado aqui desde 2012 no atual best seller da marca.

Chevrolet/Divulgação

O sedã compacto, na imagem com o “pacote” esportivo Redline é, com ligeiros ajustes, o carro que será fabricado em Gravataí, RS, e vendido no mercado brasileiro como Prisma 2020. O lançamento está programado para o último trimestre desse ano, pouco depois do seu, também novo, modelo hatch Onix.

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O Prisma/Onix chinês é fabricado pela SAIC-GM e mede 4,47 metros de comprimento, ou seja, 19 cm a mais que o Prisma atual e a mesma medida do Cobalt, que por isso será substituído pela novidade. O entre-eixos cresce para 2,60 m. A intenção da GM é clara: reposicionar os dois carros num patamar superior, de tamanho e conteúdo, para poder enfrentar os demais sedans compactos premium do nosso mercado, como Toyota Yaris, VW Virtus e Honda City. Tecnicamente, a principal mudança deverá ser a adoção de novos motores de três cilindros 1.0 turbo de 116 cv e 1.3 aspirado de 103 cv. O carro mostra um desenho bem cuidado e equilibrado, mas de início, infelizmente, as rodas pretas aro 16 e conteúdo dos Redline não devem ser vistos por aqui.

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O reencarnado Monza

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Outra novidade da GM na China é o Monza (abaixo), sedã médio apresentado em versões Redline e RS. De linhas imponentes, ele retoma um nome largamente usado pela Chevrolet: nos Estados Unidos de 1960 a 1969 como versão do Corvair; em 1962 no concept Corvair Monza GT e num fastback de 1975 a 1980. No no Brasil foi usado de de 1982 a 1996 em um carro que marcou época, sem contar a Opel, com um concept de 2013 e num elegante modelo de 1978 a 1986, de tração traseira.

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O Monza chines tem 4,63 metros de comprimento e 2,64 m entre eixos e usa a nova plataforma Vehicle Strategy Set (VSS-F), que será aplicada em outros modelos da Chevrolet, Buick e Cadillac. Os motores também sofreram o processo de down grade: 1.0 turbo de 125 cv e torque de 17,3 mkgf, e 1.3 de 163 cv e 23,4 mkgf. O câmbio pode ser de seis marchas e dupla embreagem. A versão esportiva RS tem rodas de 17 pol, multimídia com tela de 8 polegadas e grupo de instrumentos digital. Não ha nenhuma possibilidade, por enquanto, desse reencarnado Monza chegar ao Brasil.

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(Reportagem de Ricardo Caruso, site Auto&Técnica)

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Douglas Mendonça
Jornalista na área automobilística há 45 anos, trabalhou na revista Quatro Rodas por 10 anos e na Revista Motor Show por 24 anos, de onde foi diretor de redação de 2007 até 2016. Formado em comunicação na Faculdade Cásper Líbero, estudou três anos de engenharia mecânica na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e no Instituto de Ensino de Engenharia Paulista (IEEP). Como piloto, venceu a Mil Milhas Brasileiras em 1983 e os Mil Quilômetros de Brasília em 2004, além de ter participado em competições de várias categorias do automobilismo brasileiro. Tem 64 anos, é casado e tem três filhos homens, de 17, 28 e 31 anos.
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